09 de julho de 2026
Polícia

Caminhoneiro morre ao ser prensado

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Na tentativa de consertar o seu veículo, o caminhoneiro Ednilson Ribeiro Paulucio, 34 anos, acabou sendo prensado entre dois caminhões e morreu antes de ser socorrido. O acidente aconteceu por volta de 3h50 da madrugada de ontem, próximo a um posto de combustíveis na rodovia Marechal Rondon, em Bauru.

De acordo com o motorista de outro caminhão, César Naide, 26 anos, que testemunhou os fatos, Paulucio teria chegado ao posto por volta das 23h de anteontem, vindo de Araçatuba, com o objetivo de jantar e descansar antes de pegar a estrada para São Paulo.

Ao descer do veículo (placas CMX 8582, de Araçatuba) ele esqueceu a lanterna ligada. “Isso fez com que descarregasse a bateria”, explica Naide.

Aproximadamente às 3h de ontem, Paulucio teria tentado dar a partida no caminhão, mas o motor não funcionou. “Ele me chamou e pediu para ajudá-lo”, conta Naide.

Apesar de estar com um guincho, a testemunha salienta que não tinha como conduzir o veículo da vítima até uma oficina mecânica, já que trabalha para o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). “Eu só posso atender veículos que estão na rodovia.”

Para ajudar Paulucio, ele estacionou o guincho ao lado do caminhão, que estava parado na rua Nicolau Kauffmann, na Vila Cardia, e emprestou a sua bateria para recarregar a do veículo da vítima.

Ao voltar a funcionar, o caminhão acabou se movimentando sozinho e prensando o caminhoneiro junto ao guincho. “A cena foi horrível. Não deu tempo nem dele gritar”, ressalta Naide.

Ele diz que uma pessoa que estava com Paulucio no caminhão tentou puxar o freio, mas foi tarde demais.

O motorista do guincho conta que ajudou a tirar Paulucio do meio dos caminhões. “Ele estava de pé e foi caindo devagar. Ainda peguei na mão dele e ajeitei ele no chão. A boca começou a sangrar e ele ainda respirava”, lembra.

A unidade resgate do Corpo de Bombeiros prestou socorro à vítima, mas ela já estava sem vida no local.

“Eu fui tentar ajudar uma pessoa e acabou acontecendo essa barbaridade. Eu estou assustado, nunca tinha passado por isso antes”, desabafa Naide.