10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Unesp pára e discute ampliação de vagas

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

O dia de paralisação das atividades de professores, funcionários e alunos do câmpus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp), realizado ontem, foi marcado por debates sobre a questão da ampliação de vagas para docentes. As discussões foram feitas por representantes das três categorias citadas que não foram a São Paulo participar da manifestação realizada em frente ao prédio da Reitoria da Unesp.

A mobilização marcou a campanha salarial 2002 de docentes e servidores da universidade, que tem como principal reivindicação 16% de reajuste salarial, além de itens como o fim das terceirizações, contratação de professores e funcionários por concurso público e a ampliação das vagas em cursos regulares de graduação, entre outros.

De acordo com Osvaldo Gradella Júnior, membro da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), os professores querem a ampliação de vagas mas são contra o projeto do Conselho de Reitores das Universidades de São Paulo (Cruesp). Segundo ele, o projeto defenderia a estratégia de “professores itinerantes” para os sete novos câmpus que o conselho pretende criar.

“Nós reivindicamos a ampliação de vagas, mas não da forma como o Cruesp está propondo. Queremos que, inicialmente, elas sejam criadas para cursos dos câmpus que já existem. O projeto do Cruesp é uma espécie de franquia do nome Unesp e depõe contra a qualidade do ensino, porque não existe a estrutura necessária para sua implantação”, aponta o professor Gradella Júnior.

Ele também observa que a Reitoria da Unesp estaria desrespeitando deliberação da comissão criada pelo Conselho Universitário, que teria decidido que as discussões sobre a ampliação de vagas para cursos regulares teriam prioridade sobre as questões ligadas à criação dos novos câmpus. “De forma extremamente autoritária, o reitor passou por cima da comissão e impôs sua vontade de discutir os novos câmpus”, reclama o professor.

Para a Adunesp, toda essa situação vai contra um preceito maior, que seria a qualidade da universidade pública. Durante todo o dia de ontem foram realizados debates com o objetivo de levantar propostas relacionadas a essa questão e da ampliação de vagas para docentes da universidade.

Alunos

Os alunos do câmpus de Bauru também estão se mobilizando para fazer reivindicações de interesse da categoria. A estudante Suzana Marcolino, representante do Diretório Acadêmico da Faculdade de Ciências da Unesp, diz que as principais solicitações se referem à criação de um restaurante universitário subsidiado pela Reitoria e a construção de prédios para moradia estudantil.

De acordo com ela, o câmpus local teria sido retirado do cronograma da universidade que prevê a construção de unidades de moradia. Os alunos querem a reinclusão do câmpus Bauru nesse calendário. Sobre o restaurante universitário, Suzana diz que atualmente ele é privado e vende refeições a R$ 2,85. Os estudantes querem o subsídio da Reitoria para que esse valor diminua.