Até no Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru já foi encontrada uma gambiarra de telefone, apurou a reportagem. “Da linha de um dos telefones públicos instalados no interior do IPA puxaram um fio até uma das celas. Para isso furaram a laje, por onde o fio passou até chegar a uma cela. De lá, eram feitas ligações livrementeâ€, conta um técnico da Telefonica consultado pela reportagem.
Segundo o técnico, são achadas gambiarras com freqüência em repúblicas de estudantes, muitas vezes para o acesso à Internet. Mas há muitos casos da ligação clandestina estar dentro de casas e estabelecimentos comerciais. Anteontem, por exemplo, a Polícia Técnica e a Telefonica constataram um caso numa casa noturna da avenida Elias Miguel Maluf.
O caso também foi registrado em boletim de ocorrência e o responsável pela casa vai responder inquérito por furto. Ele alegou à Polícia Técnica que comprou o estabelecimento há pouco tempo e a linha já estava funcionando. De acordo com o técnico da Telefonica, a alegação mais comum dos responsáveis pelos imóveis onde são achadas as gambiarras é de que não sabiam que a linha era clandestina.
A maioria das gambiarras encontradas é feita na fiação aérea, mas também há casos de que o fio subterrâneo é usado. Para isso, a pessoa que faz a derivação clandestina precisa desenterrar o fio da linha do orelhão e enterrá-lo de novo após puxar uma extensão para o seu ponto.
Para eletricistas ouvidos pela reportagem, fazer a derivação da linha não é um procedimento difícil. Um técnico em telefonia ou eletricista consegue fazer a gambiarra em menos de meia hora. No entanto, se ele fazer a derivação da linha aérea, terá que ter uma escada e subir no poste para alcançar o fio ligado ao orelhão.
Além da gambiarra fixa, não são raros os casos do procedimento próximo ao orelhão, apenas no momento de fazer a ligação. Para isso é preciso ter acesso ao fio do orelhão antes do aparelho e conectá-lo a um outro monofone. Igualmente, a prática é considerada crime.