08 de julho de 2026
Geral

Mais 190 concluem cursos do Cips

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Mais uma turma de adolescentes de Bauru assistida pelo Consórcio Intermunicipal de Promoção Social (Cips) recebeu certificado de conclusão de cursos profissionalizantes, ontem. Agora, com o certificado e com a alteração nas leis trabalhistas, eles já podem ser encaminhados para o mercado de trabalho, frisa Roberto Previdello, que aos 92 anos continua presidindo a entidade.

“Como presidente do Cips, sinto uma alegria muito grande cada vez que um grupo de meninos faz a formatura. É uma chance de uma vida digna para esses meninos porque só o fato de terem freqüentado o Cips quando poderiam ter ficado na rua já pode mudar o destino deles”, ressalta. “Aqui, além do curso profissionalizante, eles aprendem educação, cumprir horários e ter responsabilidade”, completa.

O Cips oferece cursos de informática, marcenaria, gráfica computadorizada, embalagem, silk-screen, malharia e estamparia computadorizada, de seis meses de duração. Cada atendido opta pelo curso de maior interesse. Ao final do programa, havendo vaga, ele pode fazer outro e assim por diante.

Previdello lembra que o Cips enfrenta muitas dificuldades financeiras para atender cerca de 700 adolescentes que, além de fazer cursos de graça, também têm direito a lanche, a reforço escolar a à assistência médica e odontológica. “As verbas governamentais que recebemos são irrisórias se comparadas à nossa despesa. Mas temos a sorte de contar com o apoio da comunidade e de várias empresas, que possibilitam manter o atendimento”, ressalta.

Ontem, receberam certificados de conclusão de curso 160 meninos e meninas. Em março, após ampliar da sala de informática e adquirir mais computadores, com a colaboração de várias empresas da cidade, o Cips dobrou o número de alunos neste curso, que é o mais procurado da entidade. Agora, 160 adolescentes podem fazer o curso, de seis meses de duração, simultaneamente.

O Cips foi fundado em 1961 e atende adolescentes de baixa renda, que não têm condições de pagar por cursos. A exigência da entidade é que o adolescente esteja na escola. “Nós recebemos aqui adolescentes cujos pais não têm condição de pagar um curso de informática. Muitas vezes enfrentam dificuldade até para custear o transporte. O curso é importante porque dará condições a esses adolescentes de conseguirem um emprego”, explica.

Além da preparação para o mercado de trabalho, Previdello ressalta que o Cips ajuda a combater a delinqüência juvenil. “À medida que acolhemos esses adolescentes da periferia e oferecemos a eles várias opções de curso, naturalmente eles percebem o valor da vida”, conta.