09 de julho de 2026
Regional

'Com ela, a gente sentia uma coisa especial; acho que era presença de Deus'

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Avaré - Em Avaré, até hoje vive uma “testemunha ocular” da vida e da obra de madre Paulina. A irmã Lourdes Bittencourt Rodrigues, 87 anos, conheceu a santa quando ainda era noviça da Congregação das Irmãzinhas da Conceição Imaculada. O encontro se deu em São Paulo, no bairro do Ipiranga, onde fica a Casa-Mãe da Congregação.

Irmã Lourdes conta que madre Paulina lhe disse “Eu te conheço”, em seu português misturado com o dialeto trentino. A jovem noviça não acreditou, respondeu que aquela era a primeira vez que elas se viam. “Mas não ia discutir com a madre, né?”, observa, bem-humorada.

“Mais tarde, em sonhos, a gente então é que percebeu que ela tinha um dom todo especial de conhecer e ver as pessoas antes de conhecê-las pessoalmente, principalmente as vocacionadas”, recorda irmã Lourdes, com serenidade.

Com madre Paulina, sua mãe religiosa, ela se encontrou mais algumas vezes em São Paulo, quando havia retiros ou em ocasiões especiais. “A gente se sentia bem perto dela; era acolhedora, muito acessível. Era gostoso de trabalhar, conversar com ela”, diz irmã Lourdes.

Neste encontros, a irmã costumava levar sardinhas em lata de presente para madre Paulina, prato que a santa muito apreciava, uma recordação que ela conta com carinho. E observa: “Com ela, parecia que a gente sentia uma coisa especial; acho que era a presença de Deus, né?”

Na Casa Nossa Senhora de Fátima, em Avaré, ainda vivem outras três Irmãzinhas. Irmã Vitália Maria da Imaculada Conceição, enfermeira da Santa Casa, e que hoje está assistindo à canonização em Roma; irmã Antonieta Fittipaldi, que coordena a Família Madre Paulina (Famapa), incentivando os leigos a seguir os passos de santa Paulina; e irmã Maria Elisabeth Vieira, que atualmente se dedica ao atendimento dos vocacionados.

Na casa, elas mantêm uma capela com a imagem de madre Paulina, que recebe a visita de pessoas da cidade para rezar e tomar a comunhão. Depois de muito ajudar ao próximo, irmã Lourdes diz que sua vida hoje é rezar muito. “Eu hoje faço meu apostolado com muita oração, rezando pelo mundo inteiro, pelas pessoas que são minhas amigas, pelas minhas conhecidas, pelas famílias”, diz.

Da madre que tanto acolhia bem sua “filhas”, irmã Lourdes fala com devoção e ternura. â€œÉ muita alegria para nós, uma satisfação muito grande mesmo por essa data, em que o santo padre vai conceder a canonização a nossa madre”, completa emocionada.