08 de julho de 2026
Regional

Botucatu ainda teme epidemia e tenta baixar índice de Breteau

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - A dengue ainda é um perigo que preocupa a Secretaria Municipal de Saúde de Botucatu. A possibilidade de uma epidemia na cidade não está descartada e o trabalho tem de ser constante e exige a colaboração dos moradores.

De acordo com a secretaria, o resultado do índice de Breteau, que determina por amostragem, a avaliação de densidade larvária do município realizado neste mês de maio, mostrou que em determinadas áreas houve um aumento.

O maior índice foi registrado na área 1, acima da linha do trem (Vila dos Lavradores, Jardim Paraíso, Monte Mor, Vila Antártica, Jardim Continental, Eldorado, etc), atingindo 7,26. Isto significa que, a cada 100 imóveis pesquisados, em sete foram encontradas larvas positivas do mosquito Aedes aegypti.

Na área 2, acima da rua João Passos, região da Cecap (Vila Aparecida, Jardim Bom Pastor, São Luiz, Recanto Azul, etc), a infestação do mosquito chega a 4,22. Na área 3, abaixo da rua João Passos (Vila Maria, Bairro Alto, Boa Vista, Jardim Peabiru, Brasil, Bandeirante, Cohab 2, etc), o índice chega a 1,36. Esta região apresentava, em dezembro do ano passado, um dos mais altos índices de Bretaeu do município. As ações de combate ao mosquito foram intensificadas, o que possibilitou a diminuição do índice.

De acordo com os agentes de saúde, é importante destacar que neste ano, até a presente data, Botucatu registrou 12 casos de dengue, sendo 11 “importados”, ou seja, pessoas que contraíram a doença em outras regiões, e um caso autóctone, adquirido na própria cidade.

O trabalho da equipe de combate à dengue da Secretaria Municipal de Saúde está sendo intensificado nos lugares onde o índice aumentou, mas a maior contribuição para a eliminação do mosquito fica por conta do próprio munícipe, pois foi detectado que o maior número de larvas positivas estão em garrafas e pratos de vasos de plantas. A responsabilidade do combate ao mosquito transmissor e de evitar a proliferação é de todos.

Registro

É importante destacar, segundo os agentes, que o Rio de Janeiro enfrentou este ano, a maior epidemia de dengue da sua história em números de mortes. A epidemia deixou a população em estado de alerta. “A doença continua preocupando, por isso, não vamos deixar que o ano de 2002 fique marcado na história da Saúde Pública de Botucatu como o ano da epidemia de dengue”.