11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Supermercados apostam em crescer no segundo semestre

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

Os supermercadistas apostam no segundo semestre deste ano como sendo o momento de um crescimento em vendas e faturamento. É nesse clima que foi iniciada ontem, em São Paulo, no Expo Center Norte, a 18.ª Convenção Paulista de Supermercados e Feira de Equipamentos, Produtos e Serviços, a Feira da Associação Paulista de Supermercados.

Jad Zogheib, diretor regional da Apas, destaca que feira deve reunir cerca de 50 mil visitantes, o que a transforma no maior evento da América Latina e terceiro maior do mundo no setor. Os setor supermercadista da região deve participar do evento, que vai até o dia 23 de maio e contará, além com a apresentação de novas tecnologias para as lojas, palestras sobre vários assuntos de interesse do setor.

Jad Zogheib afirma que o segundo semestre vem sendo, historicamente, de aquecimento para o setor supermercadista, o que deve se repetir em 2002. Neste ano, o faturamento dos supermercados no Estado de São Paulo registrou crescimento real de 0,23% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado.

Comemorada este ano no fim de março, a Páscoa, que aumentou o volume de vendas nos supermercados, justifica esse resultado, uma vez que nos três primeiros meses de 2001 as vendas no setor estavam aquecidas, ao contrário do primeiro bimestre deste ano.

De acordo com o diretor regional da Apas, em março deste ano, o faturamento do setor no Estado cresceu 21% sobre fevereiro, número que se repetiu na região de Bauru. Maio é considerado um mês importante para o setor. No ano passado, a receita do segmento nesse mês caiu 10,5% por causa do anúncio do racionamento de energia elétrica, que teve início em junho.

Jad Zogheib avalia que, neste ano, os supermercados paulistas devem fechar com crescimento de receita de 2% a 3%. Em 2001, o setor teve crescimento real de 1%, fechando com faturamento de R$ 29 bilhões. “O setor está otimista. Isso para nós é bom. Enquanto a economia do País deve ter crescimento de 2%, nossa previsão está acima disso”, comemora.