Indianápolis - A poucos dias de disputar pela terceira vez as 500 Milhas de Indianápolis, o bauruense Aírton Daré vem aproveitando a inatividade na pista para detalhar cada vez mais o planejamento para a corrida.
Atento para a possibilidade de se repetir no domingo a intensa variação climática que marcou as duas últimas semanas, prejudicando os treinos e a regulagem dos carros, o piloto de Bauru já afastou o desgaste de pneus da sua lista de preocupações.
Dos 35 jogos que os organizadores destinam a cada carro inscrito, Daré guardou 14 para usar borracha nova durante toda a prova e, principalmente, poder corrigir o comportamento do carro usando a diferença de diâmetro dos pneus traseiros.
Daré seleciona pessoalmente os pneus. Ele mede a dureza de cada exemplar para compor jogos uniformes, mas a maior atenção é com o diâmetro dos pneus traseiros. “A diferença de diâmetro, que eles chamam de stagger, muda a maneira que o carro faz as curvasâ€, explica ele.
“Quanto maior ele é, mais o carro sai de traseira. Então, em vez de mexer nos aerofólios, se coloca pneus com menor diferença de diâmetro. Se o carro estiver saindo de frente, aumenta-se a diferença. Assim, a gente não precisa mexer nos aerofólios, o que sempre tem reflexos na velocidade máximaâ€, conclui.
Daré aguarda com ansiedade o “Carburation Dayâ€, a última oportunidade de testar o carro, hoje. “O pessoal da Roush, que prepara nossos motores, disse que vou ter um canhão para a corrida. Rezo para ser verdade, porque com um motorzão se pode economizar combustível sem perder muita velocidade em relação aos adversáriosâ€, anima-se o piloto.