Pode ser que me engane, mas quer me parecer – quanto aos assuntos polêmicos do PNDH – que o presidente Fernando Henrique Cardoso teria passado batido quanto às questões espinhosas (talvez propostas à coletividade como a bola da vez). Razão porque, não deixara o assunto para trás, retornando ao “PNDHâ€. Entretanto, nem bem o governo se alertara quanto à iniciativa (já de algum tempo prevista no seu programa de governo), este recebe contestações públicas pelo fato de não haverem sido incluídas no referido plano. Ao mesmo tempo questionando-se as impossibilidades na pronta criação de uma política de apoio na “adoção de crianças sem discriminação por orientação sexualâ€, alem da implantação das “medidas compensatórias para afrodescendentes (sic) pela União, não incluídas no “plano de ação do governo para este anoâ€. Além das “iniciativas mais celebradas pelos movimentos negro e gay†que também deverão ser realizadas pelo próximo governo federal a ser eleito.
É bem verdade, porém, que o programa que vem sendo reclamado está sendo postergado (nas suas instâncias), desde seu lançamento, em 1996. Cujas propostas não foram levadas adiante, isto é, não conseguiu ultrapassar mais de 30% das intenções também esquecidas, que agora retornam à mídia. Entrementes, o governo, tendo em vista certa preocupação, voltou ao assunto dando conhecimento público que – através do Ministério da Justiça – reorganizou a primitiva proposta do Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH). Entretanto, somente apenas 156 das propostas deverão ser executadas (dentre as quais 10, das “principais iniciativasâ€), ainda neste ano. Estas, foram solenizadas pelo presidente Fernando Henrique no Planalto, instantes antes de voar em caráter oficial para a Europa.
Dentre as “principais iniciativas citadas†propostas na “criação do Programa de Ações Afirmativasâ€, o PNAA, um “grupo de estudo determinará em 60 dias como funcionará (sic) as cotas para negros, mulheres e deficientes no serviço público federal terceirizado e nos cargos de confiançaâ€. Assunto (que sob minha ótica vislumbro), e que me atrevo analisar, apoiado na condição dos direitos constitucionais de 1988, outorgados no “Titulo II, Capítulo I, Art.5.º, IV, que ga- rante o cidadão brasileiro: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimatoâ€. Assim sendo, entendo que: 1) O “Reconhecimento do Comitê Internacional para a Eliminação de Todas as formas de Discriminação†não se faz via promulgação de Lei interna no País, mas através da educação e formação cultural (das crianças aos cidadãos), e verdadeira religiosidade para os que acreditam na existência de um Deus; 2) embora aos 76 anos de vida, entendo que a “Criação do Conselho do Idosoâ€, bem como a “Criação do Conselho do Direito à Alimentação†vai gerar uma balela, que somente servirá para aumentar os indefectíveis cargos políticos, alimentando o nepotismo que grassa no País; 3) Quanto às questões das sociedades cujas pessoas sofrem alguns tipos de discriminação, pela cor da pele (incluindo negros, mulatos, pardos e etc), que recém-evidenciadas na mídia representam 48% da população brasileira; também me atrevo a expor o que penso. Entendo que é vergonha para o mundo: o País ter que legislar (criando espaços separatistas), nas escolas, no trabalho, na vida profissional e etc. Isso é aberração, por si só desperta, cria e gera discriminação. Isso é ato de discriminar. Devemos dar os mesmos direito a todos. -Fico por aqui. (O autor, José Almodova, é professor, Mestre pela Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC. Escreve às quinta. - e-mail:.almodova@ig.com.br)