“Fazer um turismo fotográfico foi a intenção de irmos a cidade de Delfinópolis em Minas Gerais, nos dias 17 e 28 de abril. Saímos por volta das 22h30 e chegando por volta das 3h em Delfinópolis, num passeio para fotografar, caminhar e contemplar a natureza. Registrando as belezas raras e naturais deste lugar, realizamos a trilha Casinha Branca e contemplamos as cachoeiras do Luquinha e Lobão.
Situada a 376 quilômetros de Bauru, a cidade de Delfinópolis, próxima ao Parque Nacional da Serra da Canastra com cerca de 6 mil habitantes, tem como seu principal atrativo as cachoeiras. A sinalização é deficiente e o acesso à maioria das atrações só é possível com o auxílio de guias. Para se chegar a Delfinópolis há a necessidade de se fazer uma travessia de balsa pelo Rio Grande tornando assim a cidade isolada. A travessia costuma demorar 6 horas, os melhores horários são os da noite, pois a mesma funciona ininterruptamente.
A estrutura da cidade é simples, sendo aconselhável aos que são adeptos à preservação da natureza. Trata-se de um paraíso ecológico. Um dos passeios mais interessantes é o Mirante da Casinha Branca, na subida “escada de pedras†- no alto o mirante e ao descer as mais belas cachoeiras. Ali, é possível fotografar, caminhar ou relaxar em uma das inúmeras cachoeiras. Possui seus atrativos no artesanato, nos objetos de madeira e bambu, vassoura de palha de coqueiro, bordados e pinturas.
Este é um lugar que reúne, ao mesmo tempo, fauna e flora de cerrado, várias cachoeiras com águas cristalinas, piscinas naturais, rios, fonte de águas quentes, serras e muitos lugares magníficos com as mais lindas paisagens. Delfinópolis, ainda preserva muito da época do descobrimento do ouro e diamantes. Na época da passagem dos bandeirantes era o povoado de Espírito Santo da Forquilha.
História
No século 19, Violanda Luiza de São José doou 288 hectares de terra para construção da Capela do Divino Espírito Santo. A partir daí, começou a se formar um núcleo chamado Povoado Espírito Santo da Forquilha. Em 1919, em homenagem ao governador do Estado, Delfim Moreira da Costa Ribeiro, a cidade recebeu o nome de Delfinópolis.
Fauna
O município apresenta uma fauna muito rica em diversidade, apresenta uma alta incidência de campos limpos e rupestre presentes no cerrado, caracterizado por uma vegetação baixa. É relativamente fácil observar várias espécies de animais, livres em seu habitat natural.
Os horários mais apropriados são durante o amanhecer e o entardecer, quando encontram-se em maior atividade. As espécies mais comuns são: lobo-guará, onça-parda, suçuarana, bugio, cachorro-do-mato, lebre, tamanduá-bandeira, ema, seriema, pato-mergulhão, pica-pau-do-campo, e outras espécies.
Flora
Situada em uma região onde predomina o cerrado, a flora é formada por espécies de hábito arbustivo e arbóreo caracterizadas por serras, com grande número de nascentes que formam rios e riachos com diversas cachoeiras. A principal característica das árvores do cerrado são os troncos e galhos retorcidos e o caule lenhoso.
Geomorfologia
É resultado de um ciclo de formação de montanhas, que teve início há aproximadamente 600 milhões de anos, antes mesmo dos dinossauros. A geomorfologia se caracteriza por uma cadeia de serras, com ampla rede de drenagem, localizada entre as Bacias do Rio Grande e Rio São Francisco, com os cumes arredondados pelo intemperismo. As rochas encontradas são o quartzo, o xisto e o gnaisse.†Geraldo Sampaio é fotógrafo
A natureza agradece
• Prepare-se antecipadamente.
• Obtenha informações sobre os locais para visitação.
• Tenha equipamentos necessários para sua aventura.
• Leve protetor solar, labial, tênis ou calçados apropriados, roupas de banho, chapéu ou boné, toalha, mapas etc...
• Evite fazer barulho em áreas ambientais.
• Nunca deixe seu lixo para trás.
• Não corte a vegetação desnecessariamente.
• Respeite a natureza, sua flora e fauna.
• Tenha bom senso.
• Seja um guardião da natureza.
Para conhecer melhor sobre Delfinópolis e outros passeios visite o site www.turismofotografico.com.br e participe desta aventura.