Otimismo. Esse é o sentimento do setor de autopeças para o segundo semestre deste ano, que espera as vendas crescerem juntamente com a comercialização de veículos. Estima-se que, neste ano, o segmento de peças consiga atingir um índice de 7,9% de crescimento, com faturamento da bagatela de US$ 12,3 bilhões.
Pelo menos, essa é a expectativa do presidente do Sindipeças, Paulo Butori. As perspectivas otimistas do dirigente baseiam-se em alguns fatores, como a recuperação da economia norte-americana, o fim do racionamento de energia e até as eleições. Estas, segundo Butori, podem garantir maior volume de dinheiro em circulação.
O sindicalista acredita, ainda, que o bolo de faturamento do setor em 2002 deverá ser dividido da seguinte maneira: 57% para as montadoras, 18% para o mercado de reposição, 19% destinado às exportações e 6% para outros mercados.
Apesa do cenário alentador, Butori ressalta que o ramo de autopeças continua “espremidoâ€. Para ele, é necessário que a ocupação da capacidade instalada cresça conforme o aumento dos volumes, tanto no mercado interno, como na reposição e exportação. Só assim, na opinião do sindicalista, o setor poderá recurperar-se dos prejuízos acumulados durante os últimos 12 anos.
Butori também revelou a idéia de desenvolver um portal de vendas e distribuição de autopeças com participação de fabricantes, distribuidores e lojistas e que terá como objetivo dinamizar e fortalecer o segmento de peças de reposição. O sindicalista adiantou que negociações nesse sentido já foram iniciadas com sistemistas e fatores como logística, valores e sustentação do crédito já estão equacionados e na reta final para colocar o portal no ar.