09 de julho de 2026
Regional

Novas indústrias garantem `desemprego zero’ em Boracéia


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Enquanto a frota a álcool representa uma economia ainda a longo prazo para Boracéia e um incentivo simbólico para outros municípios do país, o prefeito Wilson Sipioni (PFL) está investindo no setor industrial para alavancar a economia da cidade.

Para o prefeito, fornecer locais e dar incentivos fiscais a empresas e indústrias é a maneira mais rápida de criar empregos e, conseqüentemente, “enriquecer” o município e evitar que problemas comuns também a cidades pequenas, como a criminalidade, cheguem a Boracéia. “Se tem gente empregada, deixando dinheiro aqui na cidade, só ganha a população”, observa.

De acordo com Sipioni, já foram criados 150 novos empregos neste seu segundo mandato, número que pode chegar a 300 em pouco tempo. Numa população de quase 4 mil habitantes, isto significa índice de desemprego “quase zero”, nas palavras do prefeito.

Uma fábrica de móveis de Boracéia, instalada no final do ano passado, é um exemplo da política de geração de empregos da prefeitura. Num galpão de 3 mil metros quadrados, cerca de 50 funcionários trabalham na confecção de roupeiros e camas. Tudo é feito no local, do design ao acabamento, e comercializado para toda região Sudeste e estados do Sul e do Centro-Oeste do país.

Para a instalação da indústria, a prefeitura forneceu o terreno, a terraplanagem e isenção de impostos, com a promessa de que a indústria geraria empregos para pessoas da cidade - na maioria, jovens com idade média de 20 anos. De acordo com o gerente industrial da fábrica, Natal Aparecido Xavier, a produção de móveis está ainda em um terço da capacidade total, o que significa ainda mais empregos no futuro.

Tecnologia

Em Boracéia, já existem seis indústrias em funcionamento, com um total de cerca de 600 empregados. Em setembro do ano passado, uma fábrica de sapatos femininos começou a produzir, em média, 300 pares de calçados por dia, num pico possível de 800 no verão.

Na última sexta-feira, dia 24, também iniciou as atividades uma indústria de laminados de PVC - comumente chamados de couro sintético - produção que requer maior tecnologia. Segundo a proprietária, Mara Lucas, ela e seu marido mudaram-se do Rio Grande do Sul especialmente para instalar a indústria em Boracéia. “A gente procurava um local para instalar a empresa e Boracéia é próxima dos centros calçadistas; além da localização, recebemos incentivos aqui”, relata.

Como as novas empresas agora requerem mão-de-obra especializada, Sipioni conta que firmou parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem (Senai) para a instalação de uma unidade para oferecer cursos profissionalizantes no local, como mecânica de usinagem e eletroeletrônica. Segundo o prefeito, o serviço de terraplanagem já começou e a escola deve começar as aulas no próximo ano.