A contra-proposta de reajuste salarial de 8% feita pelo Conselho de Reitores das Universidades de São Paulo (Cruesp) foi rejeitada, ontem, durante assembléia unificada entre professores, funcionários e alunos do câmpus Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Segundo o presidente da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), Milton Vieira do Prado Júnior, a categoria continuará reivindicando reajuste de 16%.
De acordo com ele, amanhã haverá uma reunião do Fórum das Seis Entidades (do ensino público), em São Paulo, para avaliar as decisões das assembléias que estão sendo realizadas em todos os 15 câmpus da universidade. “Na próxima terça-feira, em Bauru, haverá nova assembléia para definir o rumo da mobilização e votar a possibilidade de greve, caso o Cruesp não se manifeste em relação ao índice de reajusteâ€, diz Prado Júnior.
O presidente da Adunesp afirma que nas assembléias realizadas nos câmpus da Unesp em Presidente e Ilha Solteira, também ontem, a decisão foi idêntica à de Bauru e a campanha continuará mantendo os rumos já definidos. Outros câmpus decidirão hoje. A contra-proposta do Cruesp foi apresentada no último dia 22.
Além de permanecer na luta pelo índice de reposição salarial de 16%, a mobilização dos docentes seguirá defendendo a pauta unificada. Os principais itens são a contratação de professores e funcionários em regime de dedicação exclusiva; a favor da expansão de vagas para professores mas contra o projeto da Reitoria da Unesp (que prevê um sistema itinerante entre diversos câmpus); a favor da assistência estudantil e pela manutenção de uma política para reposição salarial.
Até o momento, em Bauru o movimento já resultou em duas paralisações das atividades de docentes, funcionários e estudantes, nos dias 17 e 22 deste mês. Na primeira vez, a manifestação foi em repúdio pelo fato do Cruesp ainda não ter aberto negociações, já que a pauta de reivindicações foi protocolada em 16 de abril. Na segunda, foi em protesto pela contra-proposta de reajuste de 6,43%.