10 de julho de 2026
Geral

Movimento pede semáforo e rejeita radar para a Nações

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Parentes e amigos da vice-presidente da Associação dos Aposentados de Bauru, Rosa Guerreiro Carvalho, que morreu atropelada no último dia 11, na avenida Nações Unidas, cobram a instalação de um semáforo no local, e rejeitam um radar, como quer a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

Hoje, familiares e amigos de Rosa, que organizados em um movimento tentam resolver o problema de falta de segurança na travessia da avenida, vão entregar um abaixo-assinado à Emdurb. “Já estamos com 1.240 assinaturas pedindo o semáforo, o único dispositivo que vai dar segurança para os pedestres atravessarem a Nações”, conta Tito Pereira, coordenador do movimento.

De acordo com dados da Base Comunitária de Trânsito, duas pessoas morreram vítimas de atropelamento na altura da quadra 17 da Nações entre outubro do ano passado e ontem. Após o acidente fatal do ano passado, um grupo de pedestres pediu a instalação de um semáforo no local.

Porém, técnicos da Emdurb concluíram que, pelas características da via, não é viável a instalação do equipamento no local. A alternativa dada pela empresa é a instalação de um radar.

Para Tito Pereira, a instalação de um radar, apesar do equipamento multar veículos em velocidade acima da permitida para a via, não evitará atropelamentos. “A nossa briga é por um semáforo porque radar só arrecada dinheiro e não resolve o problema”, afirma.

Ele explica que os veículos precisam parar para os pedestres atravessarem em segurança. “Hoje (ontem), por exemplo, eu estava transitando de carro pela Nações, a 40km/h e vi que uma senhora, com um carrinho de bebê, não conseguia atravessar a avenida. Quando ela ia passar, surgia outro carro”, conta Tito.

A irmã de Rosa, Nair Guerreiro Toledo Martins, também acha que apenas um semáforo dará segurança aos pedestres. “O radar não vai mudar muito a situação porque os carros não param. Os pedestres terão que correr para atravessar a pista. Na Nações temos um semáforo no cruzamento com a Rodrigues e depois outro apenas na altura do shopping”, afirma.

Nair conta que sua irmã, que morava no Jardim Brasil e atravessava a Nações Unidas todos os dias, chegou a pedir, no ano passado, a instalação de um semáforo no local. “Ela já havia reclamado da segurança e acabou sendo uma das vítimas. No dia do acidente ela havia ido ao mercado comprar um presente para um casamento”, relembra.

Ontem, Tito Pereira protocolou ofício, com cópias de matérias publicadas pela imprensa, na prefeitura pedindo o semáforo na quadra 17 da Nações Unidas. Na semana passada, ele enviou o mesmo documento à Câmara Municipal. “Sabemos do parecer da Emdurb, que é contrário ao semáforo, e não entramos na discussão da questão técnica. Mas achamos que a segurança, o direito à vida, deve prevalecer”, diz.