Tem esta a intenção de responder à missiva do sr. José Carlos Molina Dezotti, publicada nesta Tribuna em 16/5/02 e intitulada “Estação Ferroviáriaâ€. Nela o sr. José Carlos tenta imputar ao Codepac, Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Bauru, entraves à viabilização do projeto do shopping cultural a ser implantado na antiga estação da NOB. Ocorre que o Conselho, como é de seu dever, forneceu aos empreendedores diretrizes quanto à preservação do edifício, tombado pela municipalidade. Tais diretrizes tentam manter as principais características do prédio, porém dão ampla margem de possibilidades para que os empresários reciclem o edifício, conforme a proposta de um espaço de lazer e cultura. O Conselho estará disposto a ouvir e refletir sobre novos argumentos e desenhos, podendo vir até a mudar algumas de suas diretrizes que venham a ser contestadas pelos empreendedores ou que inviabilizem o projeto. O que nós do Codepac não aceitaremos, jamais, é sermos responsabilizados pelo não-êxito do empreendimento, e é sabido que órgãos de preservação são os primeiros a serem culpados pelo “entrave ao progressoâ€, numa visão tacanha e primária de desenvolvimento, que por ser primária sinto desnecessário argumentar. Por outro lado, é bom que se saiba que o projeto tem que ser aprovado pelo Condephaat, órgão de preservação estadual, que também tombou a estação da NOB. Desejamos que o empreendimento se viabilize, como todos os bauruenses, e nos colocamos à disposição da comunidade e dos empreendedores. (Nilson Ghirardello - arquiteto e presidente do Codepac)