09 de julho de 2026
Regional

Capturada menor acusada de matar namorado em Arealva


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Iacanga - Uma jovem de 16 anos, foragida da justiça, foi apreendida em Iacanga na tarde de anteontem. A menor, cujo nome foi preservado em obediência ao Estatuto da Criança e do Adolescente, é acusada de atear fogo no namorado, que morreu oito dias depois. O crime ocorreu em outubro do ano passado, em Arealva.

Segundo o delegado Roberval Fabbro, que está respondendo pelo expediente de Iacanga, policiais receberam a informação de que a menor estaria morando na cidade com toda a família. Quando os policiais chegaram ao local indicado, a mãe da menor teria tentado ocultar a identidade.

Com um mandado de busca e apreensão, expedido pelo juiz da Vara da Infância e Juventude de Bauru, os policiais constataram que, de fato, a foragida morava na casa. Ela foi encontrada escondida no guarda-roupa.

Em seguida, a menor foi levada à presença do juiz da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer, em Bauru, e depois encaminhada à Cadeia Pública de Cabrália Paulista, onde chegou na noite de anteontem. Na cadeia, ela foi recolhida a uma cela especial - separada das presas adultas - que divide com mais outra menor, segundo informações da carceragem.

Em Cabrália Paulista, a menor aguarda agora a remoção para uma unidade feminina da Fundação do Bem-Estar do Menor (Febem) em São Paulo, o que, de acordo com Maintinguer, deve ocorrer em breve. â€œÉ muito rápido o procedimento; a remoção nós pedimos imediatamente”, afirma.

Alívio

A menor apreendida em Iacanga é acusada de ter matado o namorado, Wilson Moreira Alves, em 28 de outubro do ano passado. Na época, Alves tinha 28 anos e trabalhava como servente de pedreiro.

A jovem teria jogado álcool e ateado no fogo no corpo do rapaz, que teve 70% do corpo queimado e morreu depois de oito dias. O motivo do crime, levantado na ocasião, seria um desentendimento sobre uma suposta gravidez da garota.

Uma pessoa ligada à família da vítima disse ontem ao JC que os parentes de Alves estão “um pouco mais aliviados” com a apreensão da menor, mas temem possíveis reações por parte de familiares da jovem que ainda moram em Arealva.