08 de julho de 2026
Turismo

Nova York: É tempo de primavera

Por Eliane Barbosa | Com Agência Estado
| Tempo de leitura: 4 min

As flores voltaram, literalmente, a Nova York. Com temperaturas agradáveis por conta da Primavera, a cidade dos grandes acontecimentos, dos grandes amores e das grandes decisões, passa a borracha na tragédia e volta a viver. Nem mesmo os falsos alarmes sobre a ponte do Broooklyn e à estátua da Liberdade frearam a vontade dos turistas de conhecer e fazerem seu brinde à capital do mundo.

Esta é a época mais apropriada para quem quer viajar para o Hemisfério Norte e curtir tudo o que a grande metrópole oferece. Há shows pelos parques, gente deitada nos gramados do Central Park, bares cheios com mesinhas espalhadas pelas calçadas, limusines de gosto duvidoso rodando pelas largas avenidas e filas animadas nas portas dos teatros da Broadway.

Para muitos, Nova York é apenas uma grande cidade, uma São Paulo melhorada, com trânsito fluindo, calçadas largas e imensos prédios iluminados o tempo todo. Pode até ser na visão dos mais críticos, mas para 99,9% dos que pisam pela primeira vez ou voltam para a dama de concreto, ela tem um charme muito especial. Um charme que cidades do mesmo porte não oferecem.

Transitando de táxi, de metrô ou mesmo a pé, o turista pode a qualquer momento topar com astros e estrelas do show business internacional cruzando pelas ruas, sem qualquer sinal de vedetismo. Cada um na sua e todos na da Big Apple.

“Vivi mais de seis anos em Nova York e adoro aquela cidade. Aquele caos urbano que para mim é vida, é respiração, é renovação”, diz Adriano Lima, bauruense que voltou ao Brasil antes de 11 de setembro de 2001. Segundo ele, em Nova York você pode sair na rua do jeito que quiser, que ninguém irá se importar. “Um lugar único, democrático, que respeita a pessoa como ela é”, completa.

Seja rica ou pobre, branca ou negra, moça ou velha, protestante ou muçulmana, como se Thomas Jéfferson ou Abraham Lincoln estivessem constantemente fiscalizando.

Patriotismo e renascimento

O entusiasmo de Adriano encontra eco nos milhares de novaiorquinos que depois dos atentados ao World Trade Center tornaram-se mais patrióticos. Como se fosse uma simbiose com as flores da Primavera que, desabrochando, dão um estímulo extra para todos vencerem o medo e renovarem suas esperanças.

Esperança estampada nas bandanas que cobrem a cabeça de vermelho, branco e azul, nas bandeiras americanas espalhadas por prédios, carros e avenidas e nos luminosos da Time Square e da Empire State, de novo o prédio mais alto da metrópole.

Sem as torres gêmeas as atenções se voltaram para ela, como se todos precisassem ter certeza de que o pesadelo passou.

Segurança no trânsito

Uma linha direta de trem liga o Aeroporto de Newark com a Penn Station, no coração da cidade.

A segurança não se resume apenas aos pontos turísticos. Mesmo cruzando as largas avenidas, o turista se sente seguro. Ás sirenes da polícia, das ambulâncias e dos resgates são parte integrante do dia-a-dia de Nova York, assim como os táxis amarelos e os policiais paramentados de azul-marinho.

O trânsito flui sem problemas e lá, como deveria acontecer no Brasil, o pedestre é quem manda. O sinal pode estar verde reluzente para os veículos, mas todos, sem exceção, na iminência da pessoa avançar pela pista de rolamento, frearão, cedendo-lhe a vez.

Há placas indicativas por toda a cidade, facilidade de trânsito em ônibus e metrôs e até mesmo uma linha direta de trem ligando a ilha ao Aeroporto Internacional de Newark (que fica em Nova Jersey) para quem tem pressa de chegar.

O aeroporto de Newark é o segundo maior daquela área dos Estados Unidos e agora está sendo servido por um serviço de trem direto para a Penn Station, que fica no centro de Manhattan, entre as ruas 31 e 34 com Sétima e Oitava Avenida. O AirTrain, como é chamado, também está sendo implantado no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em acordo entre a Nova Jersey Transit e a Amtrak, cujos trens saem da Penn Station para vários lugares dos Estados Unidos e do Canadá.

Empire State

Subir os 102 andares do Empire State é programa obrigatório para quem vai a New York, principalmente agora em que o Word Trade Center virou pó. Fica no centro de Manhattan, entre a Sexta e Sétima Avenida, na altura da rua 34, lugar de fácil acesso, proximidade da rede de lojas Maci’s e da Penn Station.

Inaugurado em 1931, o prédio de 433 metros passou a ser um marco na história da cidade. Está sempre iluminado e em cores que acompanham as datas festivas do ano, como vermelho e verde, no Natal.

Dele é magnífica a vista da Big Apple, de dia ou de noite. Quando escurece a visão é ainda mais espetacular, um cartão-postal da cidade que nunca dorme. O observatório da Empire State fica no 86º andar e está aberto diariamente até a meia-noite.

Antes, porém, de ter acesso à vista panorâmica da ilha, o visitante terá que passar por aparelhos de raio X no lobby do prédio, norma comum em todos os pontos turísticos dos Estados Unidos e que garantem a segurança.