09 de julho de 2026
Rural

Vírus do amarelão pode migrar para outras culturas

Da Redação
| Tempo de leitura: 1 min

O vírus do amarelão, identificado em cultivos de melão nos Estados do Ceará e Rio Grande do Norte, pode se expandir para outras cucurbitáceas como a abóbora, a abobrinha, a melancia, o maxixe e o pepino.

Esta foi uma das principais conclusões dos estudos que estão em andamento na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A pesquisa também confirmou a participação da mosca-branca como vetor do vírus. A origem virótica do amarelão foi estudada e definida pela Embrapa Hortaliças (Brasília/DF).

A doença não causa danos à saúde humana mas, nas áreas afetadas, ocasiona prejuízos financeiros pela perda de qualidade do melão (baixo teor de açúcar).

Para comprovar a suposição de que a mosca-branca é o agente transmissor do amarelão, a equipe coordenada pelo pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza/CE), José Emílson Cardoso, isolou meloeiros sadios e introduziu uma população de mosca-branca, que se alimentara em plantas com a virose.

O último passo do experimento foi exterminar as moscas, mantendo as plantas em casa de vegetação, livre de pragas. O resultado apareceu em 17 dias com os primeiros sintomas do amarelão.

Os pesquisadores decidiram testar a incidência do vírus em outras cucurbitáceas, objetivando definir táticas mais eficientes de combate. Eles descobriram que pelo menos cinco culturas comerciais são suscetíveis à doença (abóbora, abobrinha, melancia, maxixe e pepino). Agora é preciso realizar experimentos com culturas não comerciais (melão caetano, bucha e cabacinha) para verificar aquelas que funcionam como hospedeiras. Somente após este mapeamento, serão formuladas orientações mais precisas para o combate à doença.