09 de julho de 2026
Geral

Ceagesp é notificada pela Cetesb para instalar filtro

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Central de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp) de Bauru, que fica na quadra 6 da avenida Waldemar Gonçalves Ferreira, no Jardim Marilu, foi notificada a instalar filtros na unidade de beneficiamento de cereais. O equipamento visa evitar que partículas de milho (amido) sejam liberadas no ar, o que gerou reclamação de moradores da vizinhança recentemente.

A Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que fiscalizou a Ceagesp, deu prazo de 30 dias para que o filtro seja instalado. “Fizemos um auto de advertência porque é esta é a primeira vez que constatamos o problema de emissão de pó - a empresa estava desativada até pouco tempo”, explica Rogério Chini, gerente da Agência Ambiental de Bauru.

Após o prazo dado à empresa, que é de 30 dias, a Cetesb fará nova fiscalização. Caso o filtro não tenha sido instalado, o órgão ambiental poderá aplicar multa. “Acho que não será o caso de multa porque fomos informados de que a Ceagesp já estava providenciando o filtro”, frisa Chini.

A fiscalização foi feita após um grupo de moradores do Világio Via Verde, condomínio de 61 casas habitadas principalmente por professores, ter feito um protesto, no último dia 16. Na ocasião, eles reclamaram que as partículas de amido dispersas no ar estavam provocando doenças respiratórias.

A Ceagesp informou o JC, no dia do protesto, que já estava comprando filtros para a unidade de Bauru, dentro de um projeto de controle da poluição de todas as unidades. Luiz Eulálio Kannebley, representante da empresa na região de Bauru, conta que a licitação para aquisição de filtros já foi feita, mas empresas que perderam entraram com recurso, o que retardou a instalação dos equipamentos.

Apesar da reclamação dos moradores, a Cetesb não proibiu o beneficiamento de cereais até a instalação de filtros. A Ceagesp, que pertencia ao governo do Estado de São Paulo, mas atualmente é controlada pela União, limpa, seca, faz tratamento contra pragas e armazena cereais. A unidade de Bauru, que voltou a funcionar no final do ano passado, tem capacidade para armazenar até dez mil toneladas de grãos.