O preço mínimo da cesta básica verificado em Bauru no mês de maio foi de R$ 142,64. Esse valor é 1,46% inferior aos R$ 144,75 registrados em abril. Na comparação com o mesmo período de 2001, quando o preço mínimo ficou em R$ 136,20, a cesta básica de maio deste ano é 4,7% mais cara. Os reajustes foram detectados através da pesquisa realizada mensalmente pela Faculdade de Ciências Econômicas da Instituição Toledo de Ensino (ITE) para o Data-ITE.
Foi o segundo mês consecutivo em que se registrou queda no preço mínimo da cesta na cidade. De acordo com os professores da ITE que coordenam a pesquisa, Reinaldo César Cafeo e Herman Vos, apesar disso o grupo mais importante dos que compõem a cesta básica - o de alimentação, que tem peso acima de 73% no valor total - apresentou alta de 0,07% sobre abril, demonstrando que este grupo está se estabilizando na casa dos R$ 104,65.
Em maio, o grupo alimentação somou R$ 104,65. As principais variações foram nos produtos como a salsicha, que teve alta de 30,8%; queijo mossarela, com alta de 29,4%; farinha de mandioca, alta de 27,6%; feijão, alta de 21,8%; cebola, que apresentou queda de 34,7%; alho, com queda de 20,2% e arroz, que teve queda de 16,3%.
Mesmo com a estabilidade, os preços de determinados produtos ainda são muito discrepantes nos supermercados localizados em regiões distintas. A principal variação de preço mínimo verificado em maio foi a da batata, com 229,2% entre os estabelecimentos pesquisados pelo Data-ITE.
O grupo limpeza doméstica somou R$ 21,81. Esse valor é 5,22% menor do que o registrado no mês de abril. A maior alta foi verificada no detergente, com 50,7%, e a principal queda foi a do sabão em barra, com 17,3%. Em abril, esse grupo havia apresentado alta de 5,17% sobre o mês anterior. Com a redução registrada em maio, os preços médios voltaram praticamente aos mesmos praticados em março deste ano.
O grupo higiene pessoal somou R$ 16,18 em maio, sendo 5,71% menor que o registrado em abril. As principais variações de preço foram a do papel higiênico, com alta de 14,6%, e a do absorvente higiênico, com queda de 16,6%.
Discrepâncias
O valor de R$ 142,64 é o mínimo, ficando em R$ 174,60 o valor médio (21,6% sobre o mínimo) e R$ 212,33 o valor máximo (47,8% a mais). A cesta foi definida para uma família de quatro pessoas, em termos bastante generosos.
“As discrepâncias de preços entre supermercados ainda é preocupante e, por vezes, injustificáveis à medida em que a concorrência deveria ser capaz de equalizar esses preços. Continua valendo a prática de pesquisar e evitar a compra de outros produtos fora das promoçõesâ€, analisa e orienta o economista e professor Reinaldo Cafeo.
De acordo com os critérios do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), o valor final da cesta básica é a soma ponderada dos menores preços encontrados nos diversos supermercados. Quem quiser comprar a cesta nesse valor (que em maio foi de R$ 142,64), deverá percorrer todos os estabelecimentos para comprar o que cada um oferece no melhor preço.
Regiões
Considerando os preços da cesta básica apurados pelo Data-ITE em cada região durante o mês de maio, na região Leste é onde se encontra o maior valor final da cesta, com R$ 178,63. Isoladamente, a média desta região é 25,2% maior que o valor mínimo da cesta básica em Bauru, que em maio foi de R$ 142,64.
A zona Oeste da cidade apresentou o menor preço no ranking de regiões, com R$ 163,54, sendo 14,7% acima do valor mínimo.
De acordo com a pesquisa do Data-ITE, na área central da cidade a cesta básica de maio fechou em R$ 167,34; na região Sul, R$ 169,10 e, na região Norte, R$ 174,88.
De acordo com o professor da Instituição Toledo de Ensino (ITE) e economista Reinaldo César Cafeo, mensalmente é observada a forte discrepância de preços entre supermercados.
“Há uma demonstração de que muitos produtos são utilizados como chamariz, levando o consumidor ao estabelecimento. Porém, outros produtos são realinhados para cima, compensando a oferta tentadora de alguns itens em promoçãoâ€, analisa.
As principais discrepâncias verificadas em maio foram na batata, com 229,2% de diferença de preço entre supermercados; a cebola, com 164,6%; o arroz, com 68,5% e o feijão, com 40%.