A receptividade ao MiniJC da Copa, suplemento especial do Jornal da Cidade lançado ontem, logo após a partida da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo 2002, foi calorosa entre os bauruenses. As pessoas que receberam o exemplar ficaram espantadas com a rapidez com que as notícias, em jornal, foram disponibilizadas aos leitores.
O MiniJC, com oito páginas coloridas, foi produzido durante a partida entre Brasil e Turquia, ontem pela manhã. Além de todos os lances do jogo, o suplemento trouxe também a empolgação da torcida bauruense, que levantou antes do sol nascer para ver a seleção jogar. As equipes de reportagem estiveram em diversos locais de concentração de torcedores para registrar a animação e a festa dos bauruenses.
Por volta das 11h30, os exemplares já estavam nas ruas de Bauru, sendo distribuídos gratuitamente por uma equipe de garotas, em pontos estratégicos da cidade, como o cruzamento das avenidas Rodrigues Alves e Nações Unidas, o Calçadão da Batista de Carvalho e na quadra 7 da avenida Getúlio Vargas, em frente à 96 FM.
A reação das pessoas foi um misto de espanto e surpresa. “O JC é muito eficiente. Mal acabou o jogo e já temos como saber como foi a partida. Achei uma graça essa iniciativaâ€, salienta a esteticista Márcia Botura.
Ela acredita que essa dinâmica era o que faltava para veículos impressos se consolidarem ainda mais no que diz respeito à comunicação. “Espero que esse projeto tenha continuidadeâ€, frisa.
A maioria dos motoristas nem estava esperando receber tão rapidamente as reportagens sobre a estréia do Brasil. Os comentários mais ouvidos pelas garotas que fizeram a distribuição do exemplar foi com relação à agilidade e a qualidade do produto.
Para o empresário lotérico Luiz Carlos Pontes, essa inovação do JC foi muito importante. “O MiniJC é um meio de acompanharmos com mais facilidade o desempenho da seleção na Copaâ€, ressalta.
Ele, que levantou cedo para assistir ao jogo, disse que o time foi razoável na estréia e que poderia ter sido melhor.
O vendedor Paulo Roberto Herrera compartilha da mesma opinião. “Se não fosse o juiz dar uma forcinha, não sei nãoâ€, destaca.
Ele diz que gostou muito de ter recebido o MiniJC. “Achei ótimo o jornalzinho. É uma iniciativa excelente.â€
Foram distribuídos cerca de 30 mil exemplares do suplemento nas ruas da cidade.
Lojas em verde e amarelo
Como o jogo do Brasil acabou por volta das 8h, o movimento no Centro da cidade foi praticamente normal ontem pela manhã.
A maioria das lojas do comércio abriu no horário habitual - por volta das 9h. O que mudou foi a empolgação do vendedores.
José Renato Soares, segurança de uma das lojas do Calçadão da Batista de Carvalho, estava animado enfeitando mais ainda o estabelecimento com bexigas nas cores da bandeira brasileira.
Ele conta que entrou apenas meia hora depois do horário de costume e que isso não atrapalhou a comemoração. “Eu vibrei em casa. O Brasil vai ser penta, eu tenho certezaâ€, ressalta.
Na loja em que trabalha a vendedora Marlene Guilhem da Silva os funcionários entraram 15 minutos depois do horário de todos os dias. Ela diz que o jogo da seleção ainda não alterou a sua rotina. “Acho que o de sábado, como será mais tarde (a partida está marcada para as 8h30), vai influenciar no movimento dos consumidoresâ€, prevê.
O vendedor Jefferson Roque de Miranda acabou se atrasando para o trabalho por conta da comemoração pela vitória do Brasil. “Cheguei meia hora atrasado hoje (ontem) por causa do jogoâ€, frisa.
Para ele, os jogadores da seleção entraram nervosos em campo, por isso não jogaram tão bem quanto podiam. “Acredito que a tendência é que o Brasil melhore ao longo do campeonatoâ€, destaca.