09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Seriam ou não iguais


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Duvidam-se que os gafanhotos, que devoram lavouras, se entredevoram uns aos outros, tal como os seres humanos se entredevoram mútua e ferozmente, inclusive por formas as mais violentas e inimaginavelmente hediondas. E, como se isto não bastasse, ainda destróem o seu próprio habitat, o planeta azul. Ultimamente tem havido algum cuidado e um relativo refreio, mas tudo isto é porque ainda não se tem ao alcance um outro habitat, um outro planeta com garantias de se poder nele sobreviver. Entretanto, a busca não pára e os esforços para se conseguir tal objetivo se renovam, aumentam a cada dia que passa. Provêm de experiências vividas em mundos passados e que vieram sendo acumuladas e aproveitadas, ou reaproveitadas, através de um processo de “ruminação” mental que vigora no mundo seguinte, naquele que se serve de substituto.

O ponto mais alto, mais nevrálgico, a se enfrentar, é como se chegar ao eventual novo destino, à eventual próxima etapa de uma viagem que parece interminável.

Vê-se que todos os esforços e dispêndios colossais se priorizam preferivelmente com vistas às explorações espaciais, precavendo-se de que a Terra está sob um constante processo de decomposição, quiçá até mesmo de extinção, conforme também já por um triz não aconteceu, quando no apogeu da corrida armamentista entre a ex U.R.S.S. e U.S.A., à beira da Bacia dos Porcos, ou ali em confronto.

Com as vistas exageradamente voltadas para o futuro, esquecem-se de cuidar do presente conforme manda o bom senso, o que se pode notar à mercê da rejeição norte-americana de tomar parte no movimento de preservação do meio ambiente e, se motivo outro existe, para tanto, talvez seria em razão da incerteza de que todas as partes indistintamente possam cumprir o acordo que se têm por justo e acatado. (Abdnor Maluf).