Onze dias após a megaoperação de combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) realizadas pelas polícias Civil e Militar, juntamente com o Ministério Público, metade das 106 unidades prisionais paulistas voltaram a ser revistadas. Dos presídios da região, fizeram parte da operação pente-fino as unidades de Araraquara, Marília, Iaras e Avaré.
Participaram da blitz quase cinco mil agentes penitenciários e, em 16 unidades, houve o apoio da Polícia Militar (PM). Segundo Antônio Paulo Veronezi, coordenador da região Noroeste, a revista conjunta foi uma “operação de rotinaâ€. Em sua região, foram encontrados 27 celulares, sete carregadores e 127 porções de droga, de acordo com informações da Secretaria das Administrações Penitenciárias (SAP).
Na megaoperação de 23 de maio foram apreendidos 43 celulares e 24 carregadores em 12 unidades da região Noroeste, à qual pertencem os presídios da região de Bauru. É uma evidência de que o maior alvo das revistas - o telefone celular - continua presente nos penitenciárias mesmo após as revistas.
Segundo a SAP, operações deste tipo são novidade. Além do fato de ter ocorrido simultaneamente em todo o Estado, a revista de ontem só foi comunicada aos diretores das penitenciárias na noite de anteontem.
Para a secretaria, a blitz faz parte de uma política de segurança ostensiva que está sendo introduzida no sistema penitenciário. Isso significa que revistas simultâneas podem se tornar freqüentes. A secretaria informou ainda, por meio da assessoria de imprensa, que essas operações têm o objetivo de dificultar as tentativas de fugas e a entrada de armas, drogas e celulares.
Números
De acordo com a secretaria, a blitz de ontem resultou na apreensão de 87 celulares, 72 carregadores, 244 estiletes e 320 porções de droga em penitenciárias do Estado.
No entanto, o número de 53 unidades revistadas - fornecido pela SAP - pode ser menor. Isto porque a secretaria orientou os coordenadores regionais a operar em presídios relacionados em uma lista - que foi divulgada à imprensa - mas ficou a cargo de cada coordenador escolher onde seriam feitas as revistas.
Na região Noroeste, estavam previstas operações em 12 unidades, mas o coordenador Veronezi optou por fazê-las em apenas quatro. “Na realidade, foram revistadas aquelas unidades que da outra vez (em 23 de maio) foram encontradas mais coisasâ€, explica.