09 de julho de 2026
Polícia

Fiscalização compete à Secretaria de Educação

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

A secretária municipal de Educação, Isabel Algodoal, ouvida pelo delegado Marcelo Haddad durante a investigação, assumiu que a responsabilidade de fiscalizar o cumprimento do contrato dos ônibus coletivo quanto à presença de monitores é da sua pasta. Ela disse, porém, que só soube da ausência do ajudante após o acidente que resultou na morte de Renan Marcos Godoy Macagnan.

A Brambilla é a empresa contratada pela Prefeitura de Bauru para transportar alunos de escolas municipais e estaduais que moram longe de onde estudam ou na área rural. Isabel informou o delegado Marcelo Haddad que, após o acidente, oficiou a empresa a disponibilizar monitores para todos os ônibus escolares em três dias, sob pena administrativa.

Isabel contou, também, que as escolas municipais pedem aos pais que informem a Secretaria de Educação caso percebam alguma irregularidade no transporte. A mesma orientação a Secretaria de Educação teria levado à Diretoria de Ensino de Bauru, para que fosse repassada aos pais dos estudantes que usam o transporte escolar.

O representante da Brambilla ouvido pela Polícia Civil disse que a empresa faz o transporte de alunos com 49 ônibus, sendo que 42 são usados diariamente - os demais ficam na reserva. Ele contou que a empresa dispunha de 19 monitores contratados e mais quatro cedidos por uma entidade cujos alunos são transportados.

Como não havia monitor para todos os ônibus, a empresa fazia remanejamento do ajudante nas linhas, dando prioridade às que apresentariam mais problemas. Já o pai do menino morto, também ouvido pela Polícia Civil, afirmou que nunca soube da existência de monitor no ônibus usado por seu filho.