08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Clube do Choro responde


| Tempo de leitura: 4 min

É com grande satisfação que nós, da “Família Clube do Choro”, usamos o direito de resposta, para explicar e desfazer o mal-entendido, com a senhorita ..., ocorrido semanas anteriores, cujos fatos não se compõem de toda a verdade. Por sorte, logo após o fato em questão, estando eu, Rosenwald, proprietário, chegando ao clube, mas a ilustríssima senhorita já havia saído e não tive o prazer de explicar à mesma e tirar suas dúvidas. Mas tive a responsabilidade de checar a veracidade dos fatos a mim narrados e respondo, a essa senhorita, a realidade do ocorrido.

A referida senhorita esteve em nosso clube na noite anterior, precisamente numa sexta-feira, e durante nossos bailes anunciamos nos intervalos nossas programações e promoções, sendo que a mais narrada é: “Atenção pessoal, nossos bailes têm início às 22h30; homens e mulheres até às 23 horas não pagam ingresso; só o valor da consumação.”

Acontece que na noite que a senhorita diz ter chegado às 22h40 é inverdade; a senhorita chegou às 22h20, o clube estava aberto, mas não ao público, pois abrimos ao público só às 22h30, conforme a nossa programação. Mas para a senhorita não ficar aguardando do lado de fora do clube, gentilmente o porteiro sugeriu que a senhorita entrasse e aguardasse no interior do clube, pois faltavam apenas 10 (dez) minutos para iniciar o baile. Seria deselegante deixá-la aguardando do lado de fora. Como a casa ainda não estava funcionando ao público, pois ainda eram 22h20, todos os funcionários estavam dando os retoques finais, para mais uma bela noite dançante. Foi quando uma de nossas garçonetes, a moça 01 (um) como a senhorita descreve, estava colocando os papéis que chamamos de “reservas de mesa” aos clientes cativos e quem freqüenta assiduamente o Clube do Choro sabe que é assim que funciona e aproveitando a ótima oportunidade, para explicar e contar com a compreensão de todos, o Clube do Choro tem um tamanho limitado, com apenas 45 (quarenta e cinco) mesas. Normalmente, na sexta-feira 80% (oitenta por cento) das mesas ficam reservadas pelos clientes que denominamos como “mesas cativas”, para aproveitarem a “promoção” que chamamos de consumação (o cliente não paga o ingresso; só o valor da consumação). Obs: as mesas realmente são pagas, como indaga a senhorita, e quem as reserva antecipadamente tem exclusividade pela mesma. Também é uma grande inverdade da senhorita quando diz ter solicitado a uma outra moça e lhe fora negado, a veracidade de fato fora sim, que a nossa garçonete (a moça 01) oferecera uma outra mesa disponível e tentou mais uma vez explicar que aquela mesa estava reservada, e como funcionam as reservas. E a senhorita disse que dali não iria sair, pois já estava ali sentada, antes dela (a moça 01) colocar o papel de reserva daquela mesa, esquecendo a senhorita que entrara antes por uma sugestão educada do senhor porteiro. E, com referência à segunda moça (moça 02), que veio para tentar amenizar o impasse, também não obteve sucesso. Nesta altura dos fatos a casa já estava aberta ao público, que tem seu fluxo maior das 22h30 às 23 horas, devido a referida promoção de consumação que é: “homens e mulheres até às 23 horas não pagam ingresso; só o valor da consumação”.

Quando a moça 02 voltou fora para dirimir um outro fato e segundo os clientes que estavam perto acompanhando os fatos a moça 02 não foi grossa e nem lhe destratou. Só disse à senhorita: “Então, moça, a senhorita não quer nos entender, aguarde o sr. Rosenwald ou a dona Rose; eles são os donos e vocês resolvem. Não vai adiantar a senhorita se exaltar e ficar brava conosco (moça 01 e moça 02). Foi quando a senhorita levantou-se da mesa e num tom de ameaça, disse: “Ah! Mas isto não vai ficar assim; vocês não perdem por esperar”.

O que eu tenho a dizer para a senhorita, que fez um grande equívoco, porque eu tenho certeza, se a senhorita conhecesse melhor a “Família Clube do Choro” entenderia as nossas alegrias por estar sempre junto aos nossos clientes cativos e tristes, algumas vezes, por ser um clube de instalações modestas, mas amados por todos e às vezes não podemos atender a todos.

Temos consciência que a fase atual é difícil e todos os clientes são e serão sempre bem-vindos, e que o cliente sempre tem razão, mas conscientemente sabemos que a razão de um termina quando inicia-se a do outro.

Ao longo dos 25 (vinte e cinco) anos do Clube do Choro nós e Deus sabemos das alegrias, tristezas e injustiças que passamos.

Agradecemos a oportunidade de resposta. (Rosenwald A. J. Miguel - sócio-proprietário)