“Vou contar um fato que a maioria não assume. Tudo aconteceu no Paranazão, um pouco abaixo do rio Feio.
Eu não sei se é praga, mas uma coisa é certa: quando elas vão no barco, meu amigo, pode se preparar. É na vara delas que os maiores batem!
Eu começo a implicar com a chumbada que ela usa, pois é imprópria para aquela situação, muito leve ou muito pesada... Falo que a linha é velha, o tamanho do líder é muito pequeno, pois cada enrosco... Ela, em vez de trocar, vai amarrando, com cada nó que precisaria melhorar muito para chamar de ‘cego’.
O arremesso é inconstante, uma hora cai aqui, outra ali... a isca, são sobras que estão no chão do barco, enquanto nós escolhemos as mais redondinhas, as mais carnudas. Você fica contemplando a ponta das varas, quando a única que vai mexer é sempre a dela...
Ah! Ela tem uma amiga, a “Maria Crisâ€. Certa vez, estávamos pescando lado a lado com as embarcações e subia um cardume de piaparas e piauçus. Eu não sei quantas piaparas eu peguei, porém não me esqueço dos piauçus que ela, a ‘Cris’, pegou, foram 15 e eu somente um. Seria só sorte?
Porém, sou feliz em pescar com a minha esposa, a ‘Linda Rô’, mas gostaria que Deus reconhecesse o meu trabalho e por um vez eu não perdesse!’ (Na foto, Rosana Fittipaldi, a ‘Linda Rô’, exibe o pacu de 5 quilos que pegou no rio Paraná).
Paulo Fittipaldi pescador e professor de judô