09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Deficiência na educação


| Tempo de leitura: 2 min

Leitor assíduo dos artigos do ilustre jornalista Nadyr Serra, destaco o artigo “Leituras desentendidas” (JC, 1/6 - pág. 2), pela importância e oportunidade do assunto abordado. O prezado jornalista comenta os resultados da pesquisa realizada pela criteriosa organização “Programa Internacional de Avaliação de Alunos”, em nações de vários hemisférios, objetivando dimensionar a capacidade de leitura dos estudantes na faixa etária dos 15 anos. Dos 32 países investigados, os alunos da Finlândia situaram-se em primeiro lugar, os do Brasil, posicionaram-se como os de pior avaliação. Os nossos estudantes não compreendem o que lêem e não fazem nem o mínimo desejável.

É citado o doutor em Linguística, Marcos Bragno, da Universidade de São Paulo, com os diagnósticos da patologia do ensino: deficiência de recursos pedagógicos, instalações escolares inadequadas, salas de aulas lotadas e baixos salários dos professores. Ainda, alunos da quarta série praticamente analfabetos devido o sistema de ensino progressivo, popularmente conhecido como promoção automática. Conclui o artigo ressaltando a necessidade de que a política nacional do ensino primário, seja reformulada em extensão, para conter essa deficiência na aprendizagem.

O assunto comporta paralelo com extensa reportagem publicada na Folha de São Paulo (Cotidiano, pág. C3, 30/5), sob o título “Escolas de Santos têm 1.493 analfabetos”. Alunos da 1ª a 8ª séries da rede municipal de Santos, não conseguem ler enunciados de questões. Segundo a reportagem o prefeito Beto Mansur (PPB), mudou o sistema de ensino, descartando o método da educação progressiva ou continuada.

É preciso gritar: os professores não têm culpa nesse lamentável descalabro do ensino. Professores e alunos são vítimas de um governo prepotente (PSDB). A secretária de Estado da Educação, professora doutora Rose Neubauer, permaneceu à frente da Pasta durante sete anos, no governo do falecido Mário Covas, não admitindo discussão, nem liberdade de cátedra. Finalmente, educação é coisa séria, não experiência de iluminados ou déspotas esclarecidos. (Rodolpho Pereira Lima)