As rodovias Marechal Rondon (SP-300), Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225 e SP-294) e Cezário José de Castilho (SP-321) recebem, em média, o dobro de veículos nos trechos que atravessam ou margeiam o município de Bauru.
A maior influência urbana, de acordo com medições feitas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), ocorre na SP-321, que liga Bauru a Iacanga e que também serve de acesso para os bairros Gasparini, Pagani, Vista Alegre, Colina Verde, Pousada da Esperança, Vila São Paulo, Quinta da Bela Olinda e outros adjacentes.
Os 2.200 quilômetros do trecho urbano, considerado entre os Kms 345 e 347,2, registram diariamente um fluxo aproximado de 9.700 veículos, que cai para pouco menos de 3.800 no restante da estrada. Nesse caso, o aumento atinge 155%.
A segunda maior influência se dá na Marechal Rondon, cuja extensão na área urbana é de 13 quilômetros. O DER mediu o volume de tráfego em três pontos e observou um crescimento de 70%. A primeira aferição foi feita na base da Polícia Rodoviária de Agudos, onde verificou-se um movimento de 12 mil veículos.
Vinte e um quilômetros adiante, já no posto policial rodoviário de Bauru, o volume saltou para 22.872 veículos. Seis quilômetros depois, numa área de entroncamento, chegou-se a registrar a passagem de 35 mil veículos entre as pistas leste (Interior/Capital) e oeste (Capital/Interior). Não muito longe, exatamente no Km 367,5, onde está instalada a praça de pedágio de Avaí, o fluxo caiu para 5.500.
A comandante João Ribeiro de Barros, na extensão Bauru/Marília, registrou picos de volume 70% superiores ao normal no trecho urbano. Entre os Kms 347 e 355 (abrangendo o trevo do Gasparini até o final da avenida Elias Miguel Maluf), foi aferido um fluxo de 9.384 veículos contra um de 5.520 registrado no Km 360.
O DER não informou os números relativos à extensão Bauru/Jaú da comandante João Ribeiro de Barros (SP-225). Na última medição feita antes da concessão da estrada à Centrovias, o volume diário médio era de aproximadamente 9.500 veículos.
O órgão também não possui dados sobre o volume de tráfego no sentido Bauru/Ipaussu da mesma rodovia, uma vez que considera pouco significativa a interferência do fluxo urbano no trajeto.
Acessos
Na área urbana de Bauru, outros dois trechos rodoviários são bastante utilizados, embora o DER não tenha as respectivas medições de fluxo.
O acesso à Bauru/Marília, formalmente denominado SP-354/294, tem 3,5 quilômetros de extensão e é popularmente conhecido como avenida Elias Miguel Maluf. O outro (SP-228/225), que tem 4,8 quilômetros, liga a cidade à Bauru/Jaú e vai do final da avenida Rodrigues Alves até a antiga fábrica da Coca-Cola.
O DER tem interesse em transferir ambos os trechos ao município, mas este vem exigindo melhorias para recebê-los. “Por estarem dentro do perímetro urbano, seria importante termos autonomia sobre eles, mas as atuais condições em que se encontram, principalmente a Elias Miguel Maluf, não favorecem o recebimentoâ€, expôs Maria Helena Rigitano, secretária municipal de Planejamento.