Penápolis - A explosão de uma destilaria (local onde é produzido o álcool) deixou seis pessoas gravemente queimadas, ontem de manhã, na usina de álcool Campestre, em Penápolis. O acidente aconteceu por volta das 9h30 e atingiu 12 trabalhadores, segundo informações da empresa.
Os casos mais graves foram encaminhados para hospitais de outras cidades como Barretos, Catanduva e Bauru. Os pacientes com queimaduras leves foram atendidos pelo pronto-socorro local e liberados em seguida.
Os funcionários que mais sofreram com a explosão foram Jocelino Batista Neves, 36 anos, Antônio Carlos Silva, 43 anos, Gilmar Espina, 44 anos, Cândido Zacarias Alves, 36 anos, Vanderlei Gremes, 47 anos, e José Aparecido Silva, 41 anos. Os dois últimos foram encaminhados para o Hospital de Base de Bauru.
De acordo com o boletim médico divulgado às 18h de ontem, Gremes e Silva continuavam internados na Unidade de Terapia de Queimados (UTQ), em estado grave. Ambos sofreram queimaduras de terceiro grau, o tipo mais grave.
Nem a empresa nem a Polícia Civil souberam dizer o que provocou a explosão. Eles informaram à reportagem que somente depois da conclusão do laudo pericial será possível saber exatamente quais foram as causas do acidente.
A preparação do laudo está a cargo da Polícia Técnica. Não há previsão de quando o relatório ficará pronto. Normalmente, o prazo para a conclusão de laudos é de 30 dias.
Segundo o departamento jurídico da usina Campestre, 16 pessoas trabalham no local onde aconteceu a explosão. Todas as vítimas estão sendo acompanhadas pela assistência social, segundo informou a assessoria.
Os prejuízos financeiros e operacionais ainda não tinham sido calculados pela empresa, até o fim da tarde de ontem.
De acordo com o delegado Mauro Gabriel, será aberto inquérito policial ainda esta semana para apurar as circunstâncias do acidente. Segundo ele, “tudo vai ser investigadoâ€, inclusive se o local da explosão cumpria as normas técnicas de segurança.
O delegado disse que vai esperar a conclusão do laudo técnico e anexar a ele depoimentos de testemunhas e das vítimas. Com isso, Mauro Gabriel acredita que estará bem próximo de descobrir o que provocou a explosão. Ele não soube dizer quanto tempo levará para concluir as investigações.