10 de julho de 2026
Política

Três disputam projeto para Nações

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Três empresas se apresentaram ontem à comissão de licitação da Prefeitura de Bauru para disputar a contratação de um projeto de drenagem, que visa acabar com o problema de enchente na avenida Nações Unidas e região. Segundo a titular da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), arquiteta Maria Helena Rigitano, todas são de São Paulo.

Pela documentação apresentada no processo de qualificação, as empresas são especializadas em obras contra enchentes no Brasil, inclusive com experiência no exterior. A licitação segue, agora, com a avaliação da proposta técnica - que determinará o projeto da obra - e, por último, a abertura dos envelopes que contêm os valores financeiros.

A secretária estima que até o final deste mês o processo de escolha da empresa será finalizado e o contrato com a prefeitura assinado. A partir daí, começa a correr o prazo de dois meses para a entrega do projeto de drenagem da avenida.

A arquiteta acredita que ainda neste ano - provavelmente em setembro - será possível iniciar a fase inicial da obra que será implementada. Ela lembra que a época já estará muito próxima da estação das chuvas, o que obrigará a interrupção do serviço até o término da temporada de verão.

Edital para bacias

Maria Helena pretende nas próximas semanas iniciar, também, o processo de licitação para as obras de drenagem da bacia do córrego da Ressaca, que banha a região sul da cidade e está sob pressão de projetos imobiliários.

O projeto inicial prevê a elaboração de uma proposta que contemple as bacias dos córregos da Ressaca, Forquilha, Água do Sobrado e Água da Grama. Todos desaguam no rio Bauru, nas imediações do pátio ferroviário, provocando, na época de chuvas, o alagamento da região.

A secretária diz que a contratação de empresa para elaborar o projeto técnico depende de recursos. Ela vai se reunir com a titular da Secretaria Municipal de Finanças, Maria Inês Sander, para discutir a viabilidade financeira da licitação e também da obra.

“Se não licitarmos as quatro bacias de uma única vez, vamos começar com pelo menos uma”, prevê. Pela avaliação dela, a que precisa de um estudo mais urgente é a do córrego da Ressaca.

Maria Helena explica que a drenagem dessa bacia é prioridade para a administração porque há muitos projetos imobiliários para aquela região. Em agosto, esgota-se o prazo do decreto assinado pelo prefeito Nilson Costa (PPS) proibindo o lançamento de loteamentos na zona sul.

“A partir de agosto, os empresários não vão ter mais paciência. Eu preciso de um projeto para poder exigir dos empreendedores as obras necessárias”, explica. Se a Seplan já tiver um projeto definido para a bacia do córrego da Ressaca, a aprovação de loteamentos estará vinculada aos investimentos necessários para executar a obra.

A segunda bacia mais problemática é a do córrego Água do Sobrado. A prefeitura e o Ministério Público do Estado assinaram um termo de compromisso, na qual ficou acertado que a baixada da avenida Alfredo Maia vai ser remodelada para acabar com as enchentes.

No ano passado, duas pessoas morreram tragadas pelas enxurradas do córrego Água do Sobrado durante uma tempestade.