09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Cinqüentenário de um amigo: Duílio Duka


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Amigo de verdade, dá para se contar nos dedos de uma mão. E olha lá. Amigo de verdade, pau para toda obra, aquele em quem podemos confiar de olhos fechados, são cada vez mais raros. Eu tenho um assim e me dou por satisfeito. E o sujeito tem um agravante: completou ontem seu primeiro cinqüentenário.

Falo do Duílio Duka, o professor, o sindicalista, o militante partidário, o pai, o irmão, o amigo. Figura ímpar. Só quem o conhece sabe do que estou falando. Poeta de muitas artes, um verdadeiro mestre, sempre assombrando os amigos com o seu talento, com a sensibilidade inquieta, própria dos que tem muito a dizer. Duka da presença pessoal inesquecível, marcante, inimitável, da mímica brilhante e do discurso desconcertante e vigoroso, é um sujeito que muito promete, afinal está na flor da idade.

O cara, além de colecionador de filhos e belos amores, cultua um corpinho de dar inveja ao padrão barrigudo que ostentamos, tem uma deficiência irreversível no couro cabeludo e preserva algo que muitos deixaram de ostentar a muito tempo: é sempre solícito, nunca perde a paciência, insiste em remar contra a maré de mediocridade que assola esse mundo, não dá o braço a torcer quando o assunto é a defesa de sua categoria e de seus ideais, não tendo medo de cara feia, nem dos enfrentamentos. Por outro lado, é uma pessoa doce, meiga, paciente e principalmente, justa. Consultor sentimental nas horas vagas, está nesse momento de bolsos vazios (como a grande maioria) e se não encontrar pela frente uma fogueira inquisitória, um PM de cassetete na mão, uma estaca de madeira, um parceiro de pôquer violento ou uma flecha envenenada, ainda vai dar muito o que falar.

Duka é meu Asterix, aquele que diariamente enfrenta a clássica situação do fraco e oprimido diante do gigante. Esse é ponta firme. Enfim, o cara é demais mesmo. Parabéns. (Henrique Perazzi de Aquino - RG 9.710.205-2)