10 de julho de 2026
Economia & Negócios

'Segundas marcas' atraem clientes

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar dos itens de alimentação da cesta básica terem apresentado, em Bauru, aumento de apenas 0,07% em maio, comparado com o mês de abril - segundo pesquisa do Data-ITE -, os consumidores estão percebendo no bolso que a prática não traduz a estabilidade na estatística.

Para driblar o aumento dos preços e continuar comprando, pelo menos, as mesmas mercadorias, os consumidores estão atravessando a cidade atrás de promoções e trocando os produtos de marcas consolidadas pelos chamados itens “de segunda linha”.

“Procuro pesquisar o preço. Se levo um produto pela primeira vez e vejo que é bom, eu continuo levando e falo para outra pessoas. Se o produto não for bom, eu procuro não comprar mais e aviso as pessoas disso também”, conta a costureira Edileusa de Freitas, 28 anos. Ela também diz que procura fazer compras de acordo com a promoção do dia, o que a leva a ir ao supermercado várias vezes por semana.

Para Edileusa, que costuma fazer compras de calculadora na mão “para não estourar o orçamento”, a alta dos preços é sensível. Ela revela que atualmente gasta cerca de R$ 215,00 por mês, valor bem maior do que pagava em janeiro deste ano, segundo afirma. “Continuo comprando a mesma coisa, mas pago mais”, observa.

Mesmo resultado

A vendedora Rosângela Correia Soares, 36 anos, mora na Vila Nova Esperança, mas faz sua compra do mês num supermercado do Jardim Redentor. Segundo ela, as ofertas e os planos para pagamento em cheque compensam a distância percorrida. Além disso, ela revela que não abandona o hábito de comparar os folhetos promocionais dos supermercados antes de fazer as compras.

Rosângela acredita que substituir a “marca líder” por outra não tão conhecida é uma maneira de manter os gastos no mesmo patamar e garantir a mesma quantidade de produtos em casa. Para ela, já é natural experimentar marcas novas, principalmente quando se trata de produtos de limpeza.

Sabão em pó, por exemplo, Rosângela passou a comprar a segunda marca. Em alguns supermercados consultados pelo JC, a marca líder do gênero chega a custar R$ 2,00 a mais que a segunda colocada. A diferença da qualidade, na opinião da consumidora, é imperceptível. “O resultado é o mesmo e acabo pagando menos”, ressalta.

Apesar disso, Rosângela se vê obrigada a deixar de comprar os supérfluos para não estourar a conta a cada mês que passa. “Às vezes, eu deixo de comprar bolachas, leite condensado, doces...”, conclui.