Depois dos buracos, o perigo agora é a falta deles. Desde que foi recapeada e teve as lombadas retiradas, no início do mês passado, a avenida Castelo Branco transformou-se em uma “pista de corridaâ€. Os moradores das imediações reclamam e até os motoristas pedem a volta dos obstáculos.
“Esses dias eu vi um atropelamento aqui (na avenida). Até os ônibus estão passando mais rápidoâ€, comenta Gislaine Maldonado de Castro, 18 anos.
Uma prova da imprudência dos motoristas é a dificuldade dos pedestres em atravessar a avenida. “Está mais difícil e mais demorado. Tem que ter lombada e alguns sinais de trânsito tambémâ€, opina Helena Maria Gomes da Rocha, funcionária de uma loja de construção da Castelo Branco.
A prefeitura promete refazer os obstáculos logo. Ontem, o secretário de Obras, Antônio Carlos Duarte, comprometeu-se a realizar o serviço na semana que vem. “Realmente está precisandoâ€, admitiu.
Segundo a assessoria de imprensa da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano (Emdurb), o motivo da demora é o fato de a empresa ter tido que realizar um estudo técnico antes de determinar a construção das lombadas.
“Fica todo mundo preocupado com as crianças. Se bobear, eles passam por cimaâ€, afirma a dona de casa Maria José dos Santos, que estava de mãos dadas com a neta Natalina, 10 anos.
O outro neto de Maria José, Flávio Rodrigues Ferreira, 15 anos, acusa a falta de lombadas por acidentes recentes na avenida.
Na rua Bernardino de Campos, a situação é mesma. Segundo, Duarte, a continuação das obras, que ainda tem partes em estrada de terra e será asfaltada por inteiro, estão previstas para o próximo mês.
As duas vias são retas perigosas, um convite à velocidade. O mototaxista Sílvio Lucas Gonçalves pede a volta das lombadas. Fábio Henrique Franco e José Luiz Sotero de Castro, todos eles abordados na rua Bernardino de Campos enquanto esperavam o sinal abrir, concordam.
De acordo com Duarte, o número de obstáculos da avenida Castelo Branco será diminuído em relação ao que existia. A assessoria de imprensa da Emdurb informa que apenas as lombadas que estevam dentro das normas da legislação de trânsito serão refeitas.
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determina que os obstáculos só podem ser utilizados após o estudo de outras alternativas de engenharia de tráfego. Apenas quando outras possibilidades para a redução de velocidade e acidentes se mostram ineficazes é que o recurso é permitido. Ninguém duvida, no entanto, que não há outra saída para a Castelo Branco e a Bernardino de Campos.