11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Trabalho

O Governo Federal está estudando a criação de um regime de trabalho específico aos empregados eventuais, numa tentativa de tirar dez milhões de pessoas da economia informal. Detalhes do projeto foram revelados nesta semana pelo ministro do Trabalho, Paulo Jobim, que está em Genebra para participar da Conferência Mundial do Trabalho. A proposta deve ser enviada pelo Palácio do Planalto ao Congresso antes do fim do ano.

• Mercado formal

A idéia é atrair para o mercado formal categorias que trabalham somente alguns dias por mês, na indústria, no comércio ou em domicílios, tais como técnicos, faxineiras, jardineiros e outros. O novo regime não implicará vínculo trabalhista e não haverá carteira assinada. Contudo, deverá existir proteção social. No caso de quem trabalha em diferentes locais, terá, segundo o projeto, a Previdência Social paga proporcionalmente pelos diferentes empregadores.

• Previdência

Para o ministro, o empregador pagará proporcionalmente a Previdência Social do empregado e reduzirá seu risco jurídico de sofrer multa por empregar sem carteira assinada. O empregado eventual passa a ser coberto pela rede de proteção social e também terá direito a abono salarial. E o governo arrecada mais.

• Fórum

Pela primeira vez as indústrias do setor óptico estão se unindo para, em conjunto com representantes do varejo, traçar uma estratégia mercadológica para promover o desenvolvimento do setor como um todo. Esse é um dos objetivos do Fórum Nacional de Óptica, que está sendo promovido pelo Sindicato Interestadual da Indústria Óptica (Siniop). Em São Paulo, o encontro será realizado no próximo dia 18.

• Empregos

Outra finalidade do fórum é auxiliar as empresas do setor quanto à profissionalização. O objetivo é de que, com esse estímulo, sejam criados novos empregos. Atualmente, existem 17 mil ópticas espalhadas pelo País, que empregam aproximadamente 50 mil funcionários. Em cada uma delas é necessário que trabalhe, no mínimo, um técnico na área.

• Interconexão

A Embratel deu início aos testes de interconexão para operar serviço de telefonia local em Salvador, Rio, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre. A intenção é estar pronta para estrear nesse serviço quando receber a permissão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Inicialmente, não é intenção da operadora disputar espaço com as três grandes empresas de telefonia fixa - Telemar, Telefonica e Brasil Telecom.

• Corporativos

A empresa quer utilizar a telefonia local como um complemento para os serviços prestados aos clientes corporativos. A Embratel vive um momento de grandes desafios com a entrada das operadoras locais nas ligações de longa distância. Além disso, sua controladora, a norte-americana Worldcom, tem dívidas de US$ 30 bilhões e já admitiu que pode vender a Embratel. Contudo, a legislação atual só permite mudança no comando no próximo ano.

• Instabilidade

O economista Francisco Petros, presidente da Associação Brasileira de Analistas de Mercados de Capitais (Abamec), analisou, ontem, as medidas anunciadas pela equipe econômica do governo para enfrentar a instabilidade dos mercados. Para ele, no geral as medidas foram bastante positivas, dentro das necessidades difíceis do mercado financeiro.

• Transição

Na opinião do economista, as medidas permitirão uma transição tranqüila, caso os investidores entendam que o processo eleitoral não é gravoso para o País. Como o governo está sacando US$ 10 bilhões e poderá utilizar US$ 2 bilhões por conta da redução do limite de reservas, ele acredita ser suficiente para a normalidade do período de transição. Contudo, a situação de vulnerabilidade externa e financeira permanece.