07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

• DÁ-LHE BRASIL

Na minha opinião, o Brasil fez na manhã brasileira de ontem - quarta-feira à tarde, na Coréia do Sul - sua melhor apresentação na Copa do Mundo de 2002. A Seleção Brasileira começou o jogo num ritmo alucinante, e depois de vários ataques com perigo, abriu o placar logo aos 10 minutos. Júnior, melhor homem em campo, lançou Edílson que cruzou para Ronaldo, o atacante dividiu a jogada com Marin e a bola entrou. O gol foi creditado pelo árbitro a Marin, contra. Para mim foi de Ronaldo, mesmo. Por sinal, a Fifa decidirá hoje se o gol foi do atacante brasileiro ou marcado contra pelo defensor costarriquenho. Daí em diante, os gols foram surgindo normalmente, já que três minutos depois da abertura de contagem, nossa Seleção ampliou, com Ronaldo, que está recuperando a antiga forma. Ele dominou a bola na área, se livrou da marcação de dois zagueiros e bateu seco. O time verde e amarelo estava tão bem em campo, que houve até gol de bicicleta - ou meia bicicleta, guiada por Edmílson. A Seleção Brasileira voltou para o segundo tempo dando a impressão de que aplicaria uma grande goleada. Rivaldo fez o quarto, Júnior marcou o quinto, e outros gols não aconteceram por causa de certo comodismo, como havia acontecido na vitória (4 a 0) sobre a China. Costa Rica não se retrancou, jogou no mano-a-mano, mas os dois gols que marcou foram mais por causa das falhas dos nossos defensores do que de seus méritos técnicos. Aliás, depois do quinto gol, o Brasil parou em campo e a Costa Rica chegou a dominar por alguns minutos. E nos dez minutos finais, a Seleção Brasileira administrou o resultado, esperou o apito final do árbitro, e comemorou o primeiro lugar do seu grupo, além de manter o aproveitamento de 100%. Missão cumprida na Coréia do Sul, os brasileiros terão agora novos desafios no Japão.

• CUIDADO COM A LOUÇA

Satisfeitos com a campanha da Seleção Brasileira na primeira fase da Copa do Mundo, com três vitórias e onze gols em três jogos, os dirigentes da CBF já começam a pensar na realização de uma festa, caso o Brasil conquiste o pentacampeonato mundial. Calma, gente, porque tem muito chão pela frente.

• PRETENSIOSO

Maradona disse que se sente meio culpado pela eliminação precoce da Argentina da Copa do Mundo. Segundo o maior ídolo da história do futebol argentino, integrante da seleção campeã mundial em 1986, se ele tivesse ido ao Japão para tranqüilizar a equipe, talvez o resultado seria outro. Maradona iria para o Japão, onde já havia conseguido o visto de entrada, trabalhar como comentarista de uma TV mexicana. Ele acabou assistindo o empate de 1 a 1 da Argentina contra a Suécia de sua casa em Cuba, onde realiza um tratamento contra a dependência química.

• DEMITIDO

De nada adiantou o surpreendente vice-campeonato conquistado na Copa do Brasil deste ano. Bastou uma má campanha no Campeonato Metropolitano e uma derrota diante do Bandeirante, para que o Brasiliense decidisse demitir ontem o técnico Péricles Chamusca.

• O INCRÍVEL NORUSCA

Não estive na reunião do Noroeste, de segunda-feira passada, mas me informaram que foi Cláudio Amantini quem solicitou ao Conselho Deliberativo, para que não aceitasse o pedido de renúncia de Valdomir Mandaliti, eleito em outubro de 2001, para a presidência do clube.

• O WO DO GOCIL

A direção do Gocil afirmou que o clube perdeu mesmo os pontos para o Oriente por não ter levado quatro bolas para a partida. O atual campeão da cidade faz questão em defender a Liga Regional de Futebol Amador - diz até que mereceu o castigo. Agradeço o esclarecimento do Gocil, mas desisto de pedir mil perdões, porque não houve errata de minha parte. O regulamento do campeonato fala em perda do mando de campo, enquanto o famoso CBDF (Código Brasileiro Disciplinar de Futebol) determina que o time mandante sem as bolas perde os pontos. Isso serve os profissionais e amdores do futebol, esporte que tem 17 regras. A primeira é o campo, a segunda é a bola, terceira, os atletas e dai em diante.

• FACA E O QUEIJO

Com garantia de Panela cheia, o Tilibra/Copimax poderá conquistar o seu primeiro título brasileiro, caso ganhe da Uniara e faça 3 a 0 no playoff final do Campeonato Nacional de Basquete. A equipe de Araraquara promete reagir e botar água no chope dos bauruenses, mas não acredito nisso, embora basquete também seja um esporte até certo ponto imprevisível. Mas, jogando em casa e embalado por duas vitórias seguidas, Tilibra está com a faca e o queijo para fazer a festa. Time que tem Jeffty. Vanderlei, Josuel e Brasília, dificilmente perde nas quadras do País.