• COPA DA EMOÇÃO
Fiz um comentário nesta coluna, quinta-feira, em cima de uma declaração de Nelinho, segundo a qual, vem sendo realizada a Copa da ruindade. Já estou achando que não. Prefiro chamar essa festa máxima do futebol de Copa da emoção. Concordo que o nível técnico não é de encher os olhos, mas estou gostando. Para mim não tem graça quando se sabe quem ganhará o jogo. Por exemplo: Argentina x Haiti ou Itália x Ilhas Faroe seria bicho garantido. Não existe mais “bobo†em futebol, o esporte mais popular do planeta e o mais imprevisivel. Quando afirmei que a vitória da Coréia do Sul na estréia me emocionou - mais pelo delírio da torcida do que pelo futebol dos donos da casa -, a redação toda riu, tirou um sarro em mim. Mas se uma seleção ganha da Polônia, medalha de bronze duas vezes em Mundiais, e depois despacha Portugal - que vinha sendo cotado como um dos fortes candidatos ao título - é porque sabe das coisas - ou aprendeu bem muito depressa. O gol de Ji Park Sung, ontem, foi uma beleza. As seleções de Japão e Coréia do Sul, países sede desta rocambolesca Copa do Mundo, se deliciaram ao vencer na última rodada da primeira fase e se enquadrar pela primeira vez, entre os 16 melhores do mundo no futebol - alegria que não teve Portugal e que não tiveram os atuais campeões mundiais, os franceses, e a então favorita disparada Argentina. Na madrugada deste sábado, o mata-mata da segunda fase foi inaugurado com o confronto entre os goleiros-capitães, Chilavert, do Paraguai, e Kahn, da Alemanha, na cidade sul-coreana de Seogwipo. À noite - amanhã cedo no Brasil - continua em Niigata, no Japão, com Dinamarca x Inglaterra. E continuo acreditando no Brasil, que apesar das falhas, principalmente da zaga, é o melhor time do primeiro Mundial do Século 21. Creio no penta e já acho que agora é deixar Felipão trabalhar. Se o futebol de resultados vem dando certo, vá fundo com o esquema. Afinal, é melhor jogar mal e vencer do que jogar bem e perder, como aconteceu com Telê, em 82.
• SONHO IMPOSSÍVEL
Diouf, estrela da Seleção de Senegal, está tão feliz com a classificação para as oitavas-de-final da Copa do Mundo que acabou revelando, em total clima de descontração, um sonho seu, impossível de ser realizado. Segundo Diouf, a final dos seus sonhos é entre Senegal e Brasil. Não que seja impossível para a seleção africana chegar à decisão do Mundial, no dia 30, em Yokohama. O impossível reside no fato de que a única possibilidade de os dois países se enfrentarem é nas semifinais, por causa do cruzamento das tabelas.
• INDICAÇÃO
O técnico da Seleção da Costa Rica, o brasileiro Alexandre Guimarães, foi indicado para dirigir a China quando acabar a Copa do Mundo de 2002. A indicação partiu do atual treinador da equipe chinesa, Bora Milutinovic. O sérvio Bora trabalhou com Alexandre na Copa do Mundo de 1990, quando era o técnico da Costa Rica e Alex jogador.
• FANATISMO
O fanatismo sul-coreano chegou às raias do absurdo. Um jovem de 20 anos se incendiou em uma praia de Busan apenas para mostrar seu apoio à Seleção da Coréia do Sul. Ele foi levado a um hospital próximo enquanto ainda gritava pela vitória sobre Portugal mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo no meio do caminho. O fanático torcedor aplicou diluidor ao próprio corpo e depois ateou fogo. Ele deixou um bilhete de suicídio afirmando que desejava ser um fantasma e assim tornar-se o 12º jogador da Seleção Sul-coreana. Segundo ele, esta seria a única forma de competir com grandes seleções européias.
• MUY AMIGOS
O diário “Oléâ€, principal jornal esportivo da Argentina, assumiu que estará torcendo contra a Seleção Brasileira na seqüência da Copa do Mundo de 2002. “Oxalá que o Brasil percaâ€, concluiu o “Oléâ€.
• MEDIDA PROVISÓRIA
O presidente Fernando Henrique Cardoso assinou Medida Provisória instituindo normas gerais para o futebol. A MP transforma os clubes de futebol em empresa e obriga seus dirigentes a publicarem os atos administrativos e políticos, divulgando balanços e relatórios. O futebol, paixão do brasileiro, está precisando muito de moralização.
• EU JÁ SABIA
Como era esperado, o Tilibra/Copimax conquistou ontem seu primeiro título brasileiro. Na vitória sobre a Uniara/Araraquara (77 a 69), o time bauruense jogou com seriedade e muita personalidade. Com o resultado, a equipe comandada pelo treinador Guerrinha, fechou em 3 a 0 a série decisiva em melhor de cinco jogos. Foi a quinta vitória do Tilibra sobre o Uniara em cinco confrontos entre os dois times no Campeonato Nacional de Basquete deste ano. Parabéns aos jogadores, comissão técnica e torcedores, além, é claro, do comandante geral, o amigo Caio Coube. Neste domingo, os leitores do JC ganharão um pôster do campeão Tilibra.