08 de julho de 2026
Auto Mercado

Do escritório para a estrada

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 5 min

De segunda-feira a sexta-feira, a preocupação do empresário bauruense Eduardo Rachid Cury é com o trabalho, para o qual desloca-se freqüentemente com uma caminhonete. Entretanto, quando chega o final de semana e o sagrado momento de relaxar, entra em cena sua paixão pelas motocicletas.

Cury é proprietário de uma BMW GS 1100, moto que ele ressalta ter se adaptado ao seu estilo de vida. O empresário considera que a motocicleta de origem bávara é, acima de tudo, “aventureira”. “Éla é alta, com motor possante e confortável para viagens. Também é capaz de andar no asfalto a 200 por hora ou rodar em uma estrada de cascalho, enquanto outras estradeiras não fazem isso”, diz ele. “Ela é pau para toda obra e por isso gosto dela”, completa.

Cury enfatiza que BMW GS 1100 era a sua moto dos sonhos. “O dia em que a vi pela primeira vez fiquei almejando-a e sempre falava que um dia iria ser dono de uma. Devagar, fui capitlizando os recursos e quando surgiu a oportunidade não pensei duas vezes”, conta ele.

Apesar de toda paixão pela moto, o empresário afirma que gostaria de utilizá-la com mais freqüência. “Dependendo da motocicleta, fica muito difícil usá-la na cidade. Algumas são muito possantes e pesadas, ótimas para a estrada, mas tornam-se cansativas para o trânsito urbano. A minha é um pouco pesada e por isso evito rodar muito com ela na cidade”, diz Cury.

O empresário ressalta que só não utiliza sua BMW com mais freqüência no trânsito diário da cidade em razão dos compromissos sociais que a profissão exige. “Ter que tirar e colocar o capacete e ficar penteando o cabelo toda hora ocasiona desconforto. Além disso, o sapato social em uma moto como a minha pode sofrer avarias e, por isso, tenho que optar pelo carro. Entretanto, gostaria de andar de moto o tempo todo e só não a levo dentro do quarto e deito com ela porque a esposa vai ficar brava”, brinca Cury.

Liberdade X necessidade

Cury enfatiza que, quando pode, evita o carro para viajar, pois prefere a “liberdade” proporcionada pela motocicleta. “Não gosto de andar de carro e sim de moto, pois me sinto melhor e mais seguro montado nela. Além disso, embora as pessoas considerem que é um veículo perigoso, parece que tenho mais condições de me safar de situações perigosas com uma moto do que com um veículo”, frisa ele.

Outra vantagem que o empresário bauruense leva em consideração ao colocar o carro para escanteio na hora de viajar é o espaço para bagagem. “Como ela é preparada para a estrada, consigo acomodar as mesmas coisas que levaria no porta-malas de um automóvel”, diz Cury.

Definição

Cury define que ser motociclista é respeitar a vida e praticar o companheirismo. “A viagem de moto é um lazer. Por isso, é preciso respeitar e cooperar com aqueles que estão necessitando de você na estrada e curtir o momento e a possibilidade de estar sentado em uma moto com a família. O motociclista deve entender e aproveitar ao máximo e não ficar nervoso em hipótese nenhuma no trânsito. Enfim, é estar sempre em harmonia e união com os amigos e a máquina”, conclui ele.

Espírito aventureiro

Para Cury, toda viagem é uma aventura. “Sempre que monto na moto, coloco as roupas e equipamento e ponho minha esposa na garupa é uma aventura, pois faço viagens um pouco longas, geralmente com mais de 300 quilômetros”, considera ele. Das que ele já realizou, ele se recorda de uma até o Rio de Janeiro definida como “complicada”. “Pegamos chuva, a Rio-Santos inteira com serra e muito frio. Além disso, como a estrada estava ruim, tivemos de sair dela e andar por um trecho de terra”, recorda o empresário.

Apesar de já ter vivenciado experiências interessantes nas viagens, Cury destaca que alguns de seus amigos já fizeram verdadeiras aventuras, idéia que ele não rejeita e até faz planos. “Conheço pessoas que já foram até o Alasca de moto. As minhas foram relativamente pequenas, mas sonho em fazer as grandes. Gostaria de conhecer primeiro o Brasil, para depois, se possível, partir para o exterior, principalmente para o deserto do Atacama e a Cordilheira dos Andes. Não tenho um lugar exato. Basta estar com a minha moto para eu estar satisfeito”, destaca ele.

Segundo Cury, o gosto pelas motocicletas, principalmente as da marca BMW, é antigo. “O primeiro veículo que tive foi uma lambreta em sociedade com um primo. Eu nem tinha carta ainda e já era dono de uma moto. Não sei como nasceu essa paixão, mas desde novo sempre fui louco por elas”, afirma. Outro fator que o empresário leva em consideração para justificar seu carinho pelas máquinas é a facilidade de capitalização e revenda. “São vantagens que quem gosta de moto não abre mão.”

Perfil

• Nome Eduardo Rachid Cury

• Idade 42 anos

• Profissão Empresário

• Lugar para passear Campos do Jordão e Petrópolis

• Time do coração Palmeiras

• Quem você nunca levaria na garupa da sua moto?

“Os políticos que não entendem que quem paga o dinheiro que eles manipulam de várias formas é o povo. Também aqueles que não • cumprem o que prometem.”

• E quem você faria questão de levar?

“Minha esposa Mara. Ela sempre faz parte dos meus passeios.”

• O que mais lhe irrita no trânsito bauruense?

“A intolerância. Ninguém tem o direito de xingar as pessoas, fato comum hoje em dia. Os motoristas são passíveis de erros, e temos de tolerá-los.”

• Que nota você daria aos motoristas bauruenses?

“Cinco ou seis. Isso devido à intolerância, e não à falta de habilidade.”