No artigo “Por amor a esta pátria - Brasilâ€, da Família Cristã de set. 01, escreve dom Demétrio Valentini sobre o 1.º Grito dos Excluídos e outros, inclusive o Grito de Jesus, no momento em que entregava Sua vida pela salvação da multidão, não apenas da alma, mas também das nossas necessidades.
O 1.º Grito realizou-se em 1995, levantando questões que apontam para a verdadeira soberania nacional, ameaçada hoje pela globalização que atropela a sobrevivência de uma grande parte da população, deixando-a excluída da sociedade.
Uma das falácias do liberalismo, na época da Revolução Industrial era impedir que os operários se organizassem em sindicatos e, hoje, um de seus enganos é fazer de conta que as pátrias, ou nações, desapareceram, permitindo que a ganância de lucro não tenha fronteiras, nem regulação ética.
Na mesma revista, encontramos na parte da Tribuna Livre diversas afirmações de jovens que desconfiam da política neoliberal e da enxurrada de privatizações, promovidas pelo atual governo.
A 1.ª de Aracaju-SE cita reportagem de uma revista, falando bem das privatizações e dos benefícios que a política neoliberal traria para o Brasil. Nesta mesma revista, uma frase do jornal The New York Times elogiando o nosso presidente. Por que elogios, se temos apagões etc.? Adivinhem a nacionalidade de boa parte das empresas estrangeiras que atua no Brasil - americanas.
A 2.ª de S. Luís de Montes Belos, GO, refere-se à questão das hidroelétricas - grande parte delas, privatizadas, cujo resultado é o alto custo das tarifas, etc.
A 3.ª, de Goiânia-GO, reclama dos governantes que não fazem consultas ou plebiscito para decidirmos quanto às privatizações - estatais - e sua venda a firmas estrangeiras. Se continuarmos assim, voltaremos a ser colonos, com metrópoles nos EUA, Japão, França, etc.
A 4.ª de Cariacica-ES, diz ser favorável às privatizações - o governo não tem competência para administrar empresas. No entanto, deveria priorizar grupos brasileiros e possibilitar a participação de cooperativas, de forma que fôssemos maioria e os lucros ficassem no Brasil. Sobre o mesmo assunto, uma 5ª fala que a venda delas poderia ter melhorado o desempenho delas, com mais recursos para os cofres públicos - o que está havendo é o contrário, com aumento do desemprego, entreguismo de patrimônio e desvios de verbas.
Outras, relacionam-se à generalização das privatizações. Com isto ninguém mais possui um espírito empreendedor e estamos nos privando do essencial, enquanto a soberania nacional é enfraquecida. Para finalizar, podemos dizer: globaliza-se a pobreza e não o progresso; a dependência e não a soberania; a competitividade e não a solidariedade. (Heleno Cardoso de Aquino - RG: 3.564.789)