Iacanga - Outro que reclama de uma suposta perseguição política por parte do prefeito Durvalino Afonso Ribeiro (PFL) é o ex-funcionário público Pedro Reis. Prestes a inaugurar uma mercearia, ele reclama das “inúmeras†exigências impostas pela prefeitura.
Pedro Reis é responsável pelo processo judicial movido contra Durvalino para apurar supostas irregularidades em lotes de terra que, de Distrito Industrial acabaram sendo transformados em lotes urbanizados, implicando em um suposto desvio de finalidade.
“O que ele fez comigo é desumanoâ€, afirmou Durvalino, relembrando a denúncia formalizada por Reis. O processo ainda está em tramitação na Justiça.
Como consequência desse embrólio jurídico em que meteu o prefeito, Reis disse que já esperava dificuldades para abrir a mercearia. “Quando decidi construir o prédio, procurei o diretor de obras da prefeitura para fazer a planta dentro do que manda a lei da cidade, porque eu sabia que poderia dar problema. Mas nem assim ele (Durvalino) aprovou o projetoâ€, disse.
De acordo com o prefeito, o pedido inicial de Reis era para a construção de um minimercado. Para tanto, era preciso ter uma área reservada para carga e descarga e o estabelecimento não tem.
Na tentativa de contornar o problema, Reis mudou o projeto para mercearia e casa de carnes, que não exige a tal área. Mesmo assim, foi obrigado a construir banheiro, colocar azulejos e outras melhorias que, segundo ele, nenhuma outra mercearia da cidade possui.
“No fundo, tudo isso não passa de rixa políticaâ€, sentenciou Ricardo Antônio Reis da Silva, 31 anos, filho de Pedro e dono do estabelecimento. “A gente não quer briga com ninguém. Queremos apenas trabalhar. É duro ficar parado e com família para sustentarâ€, protestou Ricardo.
Durvalino não esconde seu ressentimento com Pedro Reis, mas disse que “ainda vai acabar dando o alvará dentro de dois mesesâ€.