11 de julho de 2026
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O mundo (Re)pensado: novas questões postas pela Geopolítica


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O final do Século XX e o começo do século XXI marcam um grande processo de transformação em esfera global, nos aspectos econômicos, políticos, sociais, ambientais e culturais. Para alguns, um sinal das conseqüências da própria modernidade empreendida durante o século XX, para outros, indícios e evidências de transformações de um Mundo Pós-Moderno, o qual teria superado o tipo de relações existentes e centrais na modernidade.

Porém, as mudanças não são apenas conceituais, não se trata de denominar o entendimento do mundo por modernidade ou pós-modernidade, não que esta discussão não seja interessante, mas sim, reverberar sobre alguns aspectos em transformação que tem nos apontado esta nova configuração geopolítica tanto veiculada pela mídia e que tanto tem motivado a reflexão e o pensar de muitos intelectuais, filósofos e sociólogos para me ater em apenas alguns dos atores que têm pensado sobre essas transformações em curso.

A interpretação e busca de entendimento desse novo arranjo geopolítico global nos traz necessariamente uma nova concepção de mundo, de homem e de sociedade, uma nova relação do homem com a natureza e necessariamente do homem com o mundo e consigo mesmo. O mundo tem passado por um reordenamento global que tem tido predominância e valorização dos espetáculos sociais como também pelo encurtamento dos espaços propiciados pelo abanco tecnológico da informática e das telecomunicações, principalmente pela Internet e pela nova configuração global em rede. O mundo industrial tem cedido gradativamente espaço para o mundo da informação e da comunicação.

O homem, por sua vez, também tem passado por muitas mudanças e tentativas de adequação a esses novos arranjos postos pelo mundo que também influem diretamente na sociedade, impondo um novo conjunto de relações sociais, seja no mundo do trabalho, na economia, na cultura, na forma de pesar e de lidar com o meio-ambiente (a dita sustentabilidade ambiental com equacidade social para o presente e para as gerações futuras) ou no padrão estético. Sendo que a cultura e a estética têm apresentado uma faceta bastante interessante no globalizar, qual seja: o mundo se globaliza (por mais que ainda em desigualdade) e ao mesmo tempo as diferenças aparecem e são postas frente a frente, ou seja, globaliza-se o mundo por um lado e por outro, as especificidades culturais e estéticas ainda permanecem, por mais que umas adquirem maior visibilidade que outras. Por outro lado, às questões ambientais imputa uma nova forma de pensar a relação homem/natureza adquire uma certa centralidade nas pautas governamentais em esfera global.

Como podemos perceber, a nova Geopolítica Mundial tem nos apresentado um conjunto de alterações na economia, nas comunicações, na política, na forma de “ver” e lidar com o meio ambiente, na cultura e na estética que interferem diretamente em um novo conjunto de relações sociais marcados por novos símbolos e novos rituais. A busca de entendimento desses novos arranjos postos à nossa frente dia-a-dia pelos jornais, pela televisão e pelo nosso próprio cotidiano em si vai para além da compreensão das mudanças que o mundo tem passado, ou seja, também interfere sobre o tipo e estilo de vida que o homem tende a ter no século que se inicia. (Everton Rodrigues - mestrando em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos na área de Concentração de Relações Sociais, Cultura e Poder, bacharel em Ciências Sociais pela UFSCAR)