A violência é como um câncer espalhado pelas casas de qualquer cidade e classe social. Devemos tentar interferir antes que uma abusiva venha a sê-lo, ou seja, a importância da prevenção.
A literatura internacional reconhece como estratégia privilegiada para combater a reprodução da violência em três níveis de prevenção:
- primário: programa de pré-natal vem a reforçar o vínculo pais-filhos e palestra;
- secundário: atender a população de risco através de visita domiciliar, creche, lazer, esporte, atividade ocupacional para toda criança e adolescente;
- terciário: dirigida ao agressor através de estratégia de intervenção terapêutica objetivando organizar a infra-estrutura para a vítima.
Na prevenção primária deve atuar sobre os fatores predisponentes da violência contra criança, tanto na questão da infância, família e violência. A dificuldade sócio-econômica decorrente de crise mundial do capitalismo e socialismo vem a favorecer a violência contra criança e adolescente. Outros fatores conjunturais, que conjugados aos estruturais revelam predisposição à violência em instrução familiar, por exemplo: a angústia criada pelo desemprego, o vício do álcool ou outro tipo de droga, a gravidez indesejável, vem a necessidade de nova estrutura ou novo modelo familiar.
O modelo sócio-psico-interacionista que adotamos para atender por que o fenômeno ocorre - ocorre onde o relacionamento interpessoal é abusivo. É de praxe o agressor relatar que espanca em nome da educação e por entender que tem direito sobre o filho, alega que deseja o bem dele, exemplo: fiz isso para o bem dele. Ninguém tem o direito de espancar seus filhos, mas somos conhecedores que alguns pais e especialistas em violência doméstica concordam que tapa de vez é necessário. Na Suécia, tapinha é considerado violência.
Eu concordo com a autora do livro “Psicopataâ€, dra. Maria Amélia Azevedo, contra o famoso tapa porquê:
- tapa é uma forma de violência;
- nunca sabemos onde pode chegar o uso da força física;
- é uma forma deseducativa;
- é uma pedagogia, mas de contenção (do medo);
- falência da autoridade do adulto (fraqueza);
- artifício para assegurar a obediência.
A criança, adolescente e jovem precisa aprender com palavra, com disciplina! (Irmã Slaghenaufi - assistente social)