Ao ler o JC de 16/6/02 comentando a falta de água que impede a construção de 1.348 casas lá no meio do mato, veio confirmar o que tenho mencionado com referência aos núcleos que fazem longe do centro da cidade sem que pensem no futuro.
Já escrevi ao gerente da CEF de Bauru, ao presidente nacional da mesma em Brasília, à Cohab, aos vereadores, ao prefeito, ao Creci sobre a inconveniência de se fazer núcleos onde encarece o transporte, a energia elétrica, o asfalto, a rede de água e esgoto e demais circunstâncias que tiram as famílias da cidade e as levam em até 20km de um ponto ao outro para viver em meio aos marginais, isoladas do convívio social.
É de se notar que cada casa feita pela CEF e Cohab significa mais uma vazia onde já se tem infra-estrutura sem qualquer gasto para os cofres públicos, sabendo-se que já existem 60 mil lotes abandonados e mais de 12 mil casas vazias e que não se conscientizem disso, dando-lhes como exemplo a rua Bernardino de Campos, tradicional V. Falcão, e que além de ter lugares intransitáveis, existem em seus 32 quarteirões de extensão 130 lotes e casas vazias, atingindo V. Giunta, Parque Viaduto e outros.
Seria melhor, como já sugeri à CEF, que se adquirisse os lotes vazios e ali se fizesse o financiamento das casas que ficaria mais em conta para o usuário e com menos despesas para o município, não se podendo entender que as mencionadas não sabem analisar isso, a não ser que a propina organizada tende a continuar.
Parabéns ao DAE, que vislumbrou essa inconveniência, e aos jornalistas Rose Araujo e Nélson Gonçalves, que trouxeram a público o ideal de se trazer de volta os bauruenses desordenados que vivem longe de seus parentes e amigos. Para que vereadores, se não sabem defender os que neles votaram e não trabalhem para que os impostos, transportes e demais gastos sejam amenizados. Nilson Costa foi um dos melhores vereadores do meu tempo e sabia pedir, só que hoje no governo não sabe dar. Precavenham-se, CEF e Cohab para que evitem sérios prejuízos no futuro quando começam a abandonar as casas de núcleos, cujo início já se depara com muitas casas vazias. (Carlos Sandrin)