09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Copa 'esfria' comércio de fogos


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As festas juninas e as comemorações da Copa do Mundo não estão aquecendo como deveriam o mercado de fogos de artifícios, na visão do comerciante Ismael Henrique Patrício. Há 14 anos vendendo fogos, ele diz que em ano de Copa as pessoas esquecem das festas juninas. “Se o nosso time perder, ainda será pior. A mercadoria vai ficar encalhada.”

Ele explica que adquiriu 100 caixas de rojões de vários tipos no mês de maio. “Pensei que venderia em junho, mas até agora não vendi nem metade. A Copa do Mundo anterior foi muito melhor. O povo estava mais animado e comprava mais fogos”, conta.

Segundo o comerciante, os fogos mais procurados são os de menor valor e menor potencial explosivo. “Vendo mais os estalos, vulcão e bombinhas inofensivas. Os rojões estão difíceis de vender”, afirma Patrício.

Fiscalização contínua

Neste ano, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) vistoriou seis estabelecimentos que estão comercializando fogos, de acordo com o titular, J.J.Cardia. “Não recebemos nenhuma denúncia de venda clandestina de fogos. Se houver, vamos apreender os produtos”, enfatiza.

No ano passado, segundo Cardia, quatro pontos de venda clandestinos foram fechados por não possuirem licença para funcionar. “A cada ano que passa temos menos locais de venda clandestina. Há oito anos fazemos fiscalizações rotineiras durante o ano inteiro. Nesta época, intensificamos as fiscalizações”, afirma Cardia.