08 de julho de 2026
Auto Mercado

Editorial

Da Redação
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A turbulência na economia que o Brasil vem atravessando foi o principal fundamento para o desempenho negativo nos financiamentos e consórcios de automóveis no mês de maio, segundo informações da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef).

Os contratos de financiamentos feitos pelos bancos das montadoras registraram uma queda de 21% em maio, em relação ao mês anterior. As vendas a prazo acumularam nos cinco primeiros meses deste ano (266 mil unidades) uma queda de 17% em relação ao mesmo período do ano passado (323 mil unidades), que, apesar de significativa, foi atenuada pelo ótimo resultado do setor em abril.

Flavio Croppo, presidente da Anef, constata que a participação das vendas financiadas pelos bancos das montadoras permaneceu inalterada, ao redor de 70% do total dos financiamentos do mercado, levando-o a crer que o consumidor pode ter antecipado as compras a prazo, prevendo um cenário ou condições menos favoráveis neste mês devido ao quadro que já se desenhava.

Pode, também, ter havido uma ampliação das vendas à vista, uma vez que as vendas da indústria registraram uma quedamenos acentuada do que das vendas a prazo no mesmo período. “Acreditamos que a turbulência seja passageira e que logo retomaremos o crescimento”, analisa Croppo.

Os consórcios de veículos automotores acompanharam o movimento, entretanto numa menor intensidade, pois a queda nas entregas de veículos em maio (6.732 unidades) foi de 4% em relação a abril (7.032 unidades), mas representaram um crescimento de 2% quando comparadas ao mesmo mês de 2001 (6.603). As vendas de cotas novas registraram uma retração de 9% no mês (9.822) em relação a abril de 2002 (10.773).

Já os consórcios de motocicletas resistiram à turbulência e tiveram ainda um crescimento de 2% nas vendas de cotas novas. Foram 52,4 mil cotas em maio contra 51,6 mil no mês anterior.