07 de julho de 2026
Entrelinhas

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Saída à vista

O vereador que ajudou a lançar luz sobre a realidade da Cohab, João Parreira de Miranda (PSDB), pode acabar sendo o agente político que abriu a porta da salvação para a companhia. Defensor do fechamento da Cohab na situação de insolvência em que a empresa se encontrava, o vereador provocou a criação de uma comissão municipal para analisar os problemas da companhia.

Em Brasília

Sem deputado federal na capital do país, uma comitiva formada por Parreira, Constante Mogioni e Rubens de Souza (respectivamente presidente e diretor da Cohab), correu a Brasília na última quinta-feira para um encontro com o ministro do Trabalho e presidente do Conselho Curador do FGTS, Paulo Jobim Filho.

FGTS para abater

Da reunião, o grupo bauruense saiu com a promessa do ministro de apoiar a utilização de recursos do FGTS para a quitação de prestações atrasadas. A medida ajuda e muito a Cohab. Os valores que a companhia tem a receber no FGTS são de bom tamanho e podem ajudar a empresa de habitação a aliviar sensivelmente seus débitos com a Caixa Federal.

Saldo com a CEF

A comitiva obteve da gerência nacional da CEF a passagem do débito de R$ 10 milhões para incorporar o saldo devedor perante o banco, além da habilitação de 12 mil contratos que a companhia, inexplicavelmente, deixou para trás. Isso significa para a Cohab repassar R$ 1 milhão a menos por mês para a CEF. Nada mal para quem gasta muito mais do que arrecada.

Passo final

Agora falta a companhia completar o saneamento. Ainda existe cabide e gordura sobrando na Cohab. Parreira destaca a participação do diretor habitacional da companhia, Rubens de Souza, no processo. Rubão acabou abrindo as portas do Conselho Curador por ter uma cadeira no órgão. Pelo jeito, o tucano e o nilsista estão se entendendo nesta área.

Nova novela

O diretório de Bauru do PT continua insistindo que José Xaides não é filiado do partido na cidade. O presidente municipal do PT, Tião Camargo, repete que a inscrição da candidatura de Xaides em São Paulo não é reconhecida pelo partido, aqui. O diretório pretende ir à Justiça Eleitoral contra a candidatura do arquiteto. Esta nova novela deve acabar na convenção estadual do dia 29 de junho.

Guerra aberta

De sua parte, o vereador José Carlos Batata (PT) se considera ofendido por Xaides, que apontou falta de ética de lideranças locais da legenda. “Eu nasci no PT, que ajudei a fundar, e estou no partido desde 1983. O Xaides nunca foi do PT e só foi candidato em Minas Gerais por causa de seu irmão, que é do partido. O Xaides foi de direita, trabalhou para o PFL, PSDB, PMDB e nunca para o PT”, ataca.

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