08 de julho de 2026
Centrinho

Do diagnóstico ao tratamento


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O Centrinho também investe em ensino e pesquisa, até porque poucos metros o separam do campus de Bauru da USP. Os números de 2001 confirmam: foram 95 estágios curriculares e 204 extracurriculares em suas dependências, num total de 299 estágios.

Todas as atividades de pesquisa são desenvolvidas com o objetivo de aprimorar técnicas de diagnóstico, prevenção e tratamento.

Esses objetivos são cumpridos graças à implantação dos cursos de pós-graduação no hospital em nível de mestrado e doutorado (ciências: área de concentração em distúrbios da comunicação humana e fissuras orofaciais); de especialização (latu senso em 11 áreas – de audiologia clínica a serviço social em reabilitação); aperfeiçoamento (ortodontia preventiva e cirurgia bucal) e residência médica (otorrinolaringologia).

Também é oferecido, desde 1984, curso de malformação congênita labiopalatal (abertura, ainda na gravidez, da região do lábio ou palato no feto). O hospital fechou 2001 com 214 trabalhos apresentados em simpósios e congressos científicos, 48 artigos publicados em periódicos especializados, 17 monografias – totalizando 287 produções científicas.

‘Ouvido biônico’

No campo da ciência e tecnologia, uma das ações mais relevantes do Centrinho/USP são os implantes cocleares (dispositivos eletroeletrônicos introduzidos cirurgicamente na cóclea do ouvido para a recuperação da audição).

Segundo a OMS, a cada mil crianças nascidas, três não ouvem bem. O Centrinho/USP é pioneiro no Brasil na realização de implante coclear multicanal – “ouvido biônico” - recurso de alta complexidade usado para reabilitação de deficientes com perda auditiva mais acentuada.

Não é por acaso que – do total de implantes realizados pelo SUS em 2001 – o hospital universitário de Bauru foi responsável por 76% deles. Não fosse a opção de ter o aparelho gratuitamente, cada portador de necessidade especial (como é tratado no hospital) seria obrigado a desembolsar entre 12 e 17 mil dólares por implante – mais de 30 mil reais.

Em 1996, foram 25 implantes; em 97, 35; em 98, 24; em 99, 45; em 2000, 34; e em 2001, 56. Até o fim de 2002, o Centrinho/USP espera fechar seu balanço em 6 implantes na média por mês – em torno de 72 ao longo de todos os meses, entre janeiro e dezembro deste ano.

Desde o primeiro procedimento, já foram feitos mais de 220 implantes, sem contar a adaptação de aparelhos de amplificação sonora (AASI) – procedimento mais simples, que dispensa cirurgia, e que já beneficiou mais de 6 mil deficientes auditivos nos últimos dois anos. Fora o Centrinho/USP, há apenas outros seis centros cadastrados ao SUS para oferecer esse tipo de implante coclear.

Novo prédio espera dinheiro

Gastão sonha em equipar o “predião” – a nova unidade do Centrinho/USP com 11 andares, 21 mil metros quadrados e 200 leitos. A obra, cuja pedra fundamental foi lançada em 1989, deve multiplicar o número de cirurgias por dia. Nela, já foram gastos R$ 10 milhões destinados pelo governo federal e pelo FAS (Fundo de Assistência Social) da Caixa Econômica Federal e da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo. A estrutura física do novo prédio está pronta – em área nobre, ao lado do câmpus da USP, de frente para a avenida Nações Unidas, principal de Bauru. Mas faltam R$ 14 milhões para a compra e instalação de equipamentos. O dinheiro está sendo requisitado junto a organizações internacionais.

Raio-X

Principais serviços prestados pelo HRAC no ano de 2001 -

Exames diagnósticos por imagens - 99.861

Cirurgias - 6.855

Atendimentos odontológicos - 106.537

Clínica Médica - 80.174

Outras especialidades clínicas - 134.637

Outros números

Média de cirurgia/dia – 29

Média de cirurgias/mês – 589

Média de atendimentos ambulatoriais/dia – 114

Média de atendimentos ambulatoriais/mês – 2.274

Número de leitos para internação – 89, além de 6 de UTI e de 77 destinados a acompanhantes.

Em 2001, o Cedalvi (Centro de Atendimento aos Distúrbios da audição, LInguagem e Visão) adaptou 3.451 aparelhos de amplificação sonora, com uma média de 288 por mês.

Pacientes matriculados até dezembro 2001 - 53.535, sendo:

34.925 pacientes com anomalias craniofaciais (incluindo fissuras de lábio e/ou palato); 17.218 pacientes com deficiência auditiva; e 1.392 com outras deficiências e patologias.