Nos núcleos de saúde, as queixas referem-se à pequena cota diária de atendimento dos médicos. Os pacientes geralmente passam a noite na fila para conseguir “números†- as senhas que garantirão o atendimento durante o dia.
Os pacientes que não conseguem senha têm que voltar no dia seguinte para uma nova tentativa.
Roseli d’Ávila Vasconcelos, diretora das Unidades Referenciais da Secretaria Municipal de Saúde, explica que 50% das consultas diárias nas unidades de saúde são agendadas para pacientes que participam de programas para hipertensos, diabéticos e gestantes, por exemplo.
O restante é destinado aos pacientes que fazem fila por uma senha. O sistema não gera demanda reprimida em todos os núcleos de saúde, mas não satisfaz a população.
“Às vezes são apenas quatro números (pacientes a serem atendidos) por dia em um núcleo. Aí a pessoa não é atendida e vai para o pronto-socorro. E as pessoas reclamam que assim estamos sobrecarregando o sistema de urgência e emergência. É um jogo de empurra-empurraâ€, diz Alicino Gonçalves, do Núcleo Beija-Flor.
“Tem que amanhecer aqui para conseguir um médico. Ficar das 3h até as 7h para conseguir uma vagaâ€, reclama Simone Aparecida Pereira, do Jardim Marília.
â€œÉ muito sofrimento, muita burocracia. A gente vai ao médico por necessidade e ainda tem que esperarâ€, reclama Fátima Sueli de Oliveira, moradora da Vila Garcia.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, José Perea Martins, afirma que a unidade do Mary Dota é uma das sobrecarregadas. “O bairro cresceu em número de habitantes com a passagem inaugurada para o Jardim Redentor e o quadro de funcionários é o mesmoâ€, afirma.