07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha


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• ‘Bom de Bola’

O programa Bom de Nota, Bom de Bola, de autoria do vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), aprovado por unanimidade na sessão da última segunda-feira, suscitou novas críticas contra o secretário municipal de Esportes e Lazer, José Roberto Franco, o Sapé. Para os vereadores, Sapé ainda está na marca do pênalti.

• Memória 1

O vereador Renato Purini (PV) usou a tribuna da Câmara Municipal para fazer exercício de memória política. Ele lembrou que a iluminação pública a ser instalada na Rondon é uma reivindicação antiga de seu pai, Roberto Purini. A benfeitoria foi comentada no último sábado pelo secretário estadual de Transportes, Michael Zeitlin.

• Memória 2

Purininho mostrou um ofício encaminhado à CPFL em 1997, onde a empresa informou investimento para a benfeitoria. Entre a instalação de 430 postes de concreto e as luminárias e lâmpadas que integram o projeto de iluminação ornamental, serão investidos mais de R$ 2 milhões.

• Poste caolho

Já Faria Neto (PDT) cobrou da CPFL um virtual prejuízo assumido pelos munícipes, via prefeitura. Segundo o vereador, os cidadãos, através da prefeitura, pagam por bico de luz mesmo na ausência de lâmpadas. Se o vereador estiver certo, a prefeitura joga dinheiro fora ao pagar um alto valor por postes caolhos.

• Caso de polícia

Após solicitar informações sobre manutenções realizadas em poços profundos, o vereador Clemente Rezende (PSB) foi informado pelo DAE que a autarquia não realiza reparos há um ano. Diante do dado, a compra de motores e a locação de guindaste publicadas outro dia no Diário Oficial foram questionadas pelo vereador.

• ‘Grupelho’

Para ele, ou os técnicos não sabem o que significa manutenção ou as informações são no mínimo contraditórias. Na opinião de José Clemente, o DAE é “caso de polícia” e está sendo dominado por um “grupelho”. Rezente tem sido o mais contundente dos críticos da atual administração.

• Privatização

O presidente do DAE, Luiz Augusto de Castro, conheceu ontem, em Jundiaí, o sistema de tratamento de esgoto terceirizado. A prefeitura licitou a construção e manutenção do tratamento. Os consumidores residenciais de lá tiveram um acréscimo de R$ 0,56 por metro cúbico de água consumida no mês para financiar a estação. Sem dinheiro, o DAE estuda uma fórmula parecida aqui.

• Diferenças

Jundiaí tem sensíveis diferenças com relação a Bauru, a começar pelo orçamento. Lá, o prefeito tucano Miguel Haddad tem à sua disposição R$ 350 milhões ao ano, na administração direta. O DAE de lá gera mais R$ 42 milhões. Aqui, o orçamento geral deve ficar em R$ 141 milhões em 2002. Jundiaí tem garis por toda a parte, nas avenidas, praças, etc. A limpeza e a coleta de lixo são terceirizadas.

• Comando

O vereador Leandro Martins está comandando o PT do B na cidade, embora continue filiado e deseje prosseguir no PPS. É que o partido estava à deriva por aqui, segundo um integrante do comando estadual da legenda. O advogado Carlos Sandrin não estaria gozando de prestígio no diretório estadual.