08 de julho de 2026
Regional

Quadrilha é presa com metralhadora

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - A Polícia Militar prendeu ontem de madrugada uma suposta quadrilha de Guarulhos. Com os quatro suspeitos, foram encontradas uma pistola e uma metralhadora. Esta última de uso exclusivo do Exército argentino. As armas teriam sido compradas em Botucatu. Possíveis pontos de venda na cidade serão investigados pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

De acordo com a polícia, os suspeitos viajavam em um Fiat Tipo, placas CHO 2038, de São Paulo. Por volta das 2h de ontem, uma patrulha da PM abordou o veículo, mas ele não parou.

Os suspeitos saíram em disparada, segundo informações da polícia, e foram seguidos pela patrulha. Durante a perseguição, houve troca de tiros, segundo a polícia. Pouco depois, o carro em que estava a suposta quadrilha perdeu o controle e caiu em uma ribanceira, próximo ao trevo que liga a rodovia Marechal Rondon à rodovia Castelinho.

Apesar da troca de tiros entre os envolvidos, só foram registrados ferimentos em razão da queda do veículo. Os policiais saíram ilesos.

Os quatro ocupantes do veículo, dois homens e duas mulheres, foram presos e com eles a polícia encontrou duas armas: uma pistola e uma metralhadora (de uso exclusivo do Exército), ambas de calibre 45 e de fabricação argentina.

Os quatro suspeitos são de Guarulhos, segundo informaram à Polícia Civil.

De acordo com o delegado Celso Olindo, da DIG, se a identificação de cada suspeito estiver correta, eles não apresentam passagem anterior na polícia. Mas até o fim da tarde de ontem, a veracidade das informações pessoais de cada um dos acusados ainda estava sendo investigada.

De acordo com as identificações passadas à polícia, os envolvidos são José Luiz Feliciano Filho, 23 anos, Rogério Souza Jacob, 24 anos, Solange Moreira Rodrigues, 19 anos, Rosemary de Souza Moura, 18 anos.

Eles estão presos na Cadeia Pública de Botucatu, à disposição da Justiça, e devem responder pelos crimes de porte ilegal de arma (com agravante da metralhadora ser de uso exclusivo do Exército), formação de quadrilha ou bando e disparo de arma de fogo.

Segundo Olindo, esses crimes são inafiançáveis e, em caso de condenação, poderá render de dois a cinco anos de prisão aos acusados. “Infelizmente, para esses tipos de crimes, a pena não é tão grande”, lamentou o delegado. Segundo ele, não consta queixa de roubo do veículo em que viajavam as acusadas.

De acordo com o delegado, os acusados teriam dito que vieram comprar as armas em Botucatu, mas não informaram quem era o vendedor nem o comprador do armamento. Segundo os acusados, as armas seriam entregues em São Paulo.

“Tudo isso vai ser investigado pela polícia”, revelou Olindo. “Nós queremos saber o que eles vieram fazer aqui, onde compraram as armas, de quem e para que”, disse o delegado. Segundo ele, uma das preocupações da DIG é saber se há na cidade pontos de venda de armas.