08 de julho de 2026
Regional

Acaso levou à formação da classe

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Igaraçu do Tietê - O surgimento da Escola de Recurso aos Deficientes Visuais deu-se quase que por acaso. De acordo com a professora Aparecida Bis, tudo começou com um bolsa de estudo cedida pelo governo do Estado aos professores efetivos.

Na condição de diretora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), em Igaraçu do Tietê, Aparecida decidiu se especializar na área de deficiência mental e auditiva. A idéia era aprimorar seus conhecimentos sobre as deficiências que mais atingiam seus alunos na entidade.

No momento da inscrição, Aparecida assinalou três opções: deficiência mental, auditivo e visual.

No entanto, quando ela soube que havia sido contemplada com a bolsa de estudo, foi informada também de que o curso seria sobre deficiência visual. A reação não foi das melhores. “Eu pensei: ‘Meu Deus! Nunca trabalhei com deficiente visual’”, relembra.

No começo, Aparecida achou o curso difícil. Ela conta que teve de aprender a andar com venda nos olhos, para depois ensinar os alunos a andar. Também achou o braile difícil, mas acabou gostando do curso.

Depois de formada, Aparecida começou a procurar alunos com deficiência visual. A intenção era abrir uma classe de apoio.

Na mesma época, a escola estadual José Conti aceitou ceder o espaço físico para a professora. “Então, tínhamos o espaço, a professora e os alunos. Aí nasceu a Escola de Recurso”, narra.

A classe começou com dez alunos. Hoje, tem o dobro disso. Quase na mesma época, Aparecida começou também com uma classe de seis alunos, em Jaú, onde continua até hoje.

De acordo com as contas da professora, pelas mãos dela já passaram aproximadamente 50 deficientes e todos, segundo ela, melhoraram de vida em razão dos estudos.

“Foi a melhor decisão da minha vida. Nunca passou pela minha cabeça trabalhar com deficientes visuais. Na realidade, eram os que mais estavam precisando de ajuda. Existem poucas professoras especializadas nesse tipo de problema”, declarou.

A escola fica aberta todos os dias da semana, das 8h às 12h. Em Jaú, o atendimento é feito às segundas, terças e quintas-feiras, à tarde.

Serviço

Os interessados em conhecer a escola podem ligar para (14) 644-1255 ou 644-1755. Em Jaú, o telefone é (14) 622-1780.